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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Eu sentia meu coração se quebrando, batendo lentamente. Eu sentia o vento frio que vinha em direção do meu corpo. Eu lutava, eu literalmente lutava com a vontade de chorar, de deixar as lágrimas quentes e salgadas da minha perda descerem e molharem o meu rosto, piorar o meu estado.
Eu respirei fundo, um, duas vezes. Doeu, porque eu ainda sentia o seu perfume, porque a sua presença ainda estava ali, eu mantive meus olhos fechados, eu me foquei na escuridão por de traz das minhas pálpebras. Eu tentava não pensar em nada, mais era difícil. Meu corpo sentia a ausência das batidas normais do meu coração, eu sentia frio, eu sentia a solidão me abraçando.
(...) eu sabia que ia acabar, eu sentia as pequenas fissuras em meu coração ficando maiores, eu vi o fim nos olhos dele.
Meu coração batia cada vez mais lentamente. Eu estava morrendo, eu estava morrendo por ele.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cansada!

Sabe quando não dá mais? Cansada.....de bater na mesma tecla, pensar que vai dar certo, de esperar, de dormir, de certas pessoas, de certas atitudes, de esperar ligações, mensagens, do cansaço, de não ter mais o que fazer, de não escrever mais, dos problemas, de indecisão, das dores, de me sentir inútil algumas vezes, dos dias quando estão cinzas, de tentar e tentar e tentar, de falar, de não poder fazer nada, de alugar meus amigos, cansada, da sua indecisão, dos problemas, dos meus pensamentos, de sair, de perguntas sem respostas, dos meus medos, do mundo, do egocentrismo, dos maltratos, das pessoas, da desumanidade , das comparações, das ordens, das brigas, de viver, de morrer, de pensar e as vezes, até de sonhar e de ter esperança... Nada me atrai, nada me faz querer mudar. E isso é angustiante.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Página arrancada.


Hoje eu cheguei em uma conclusão sobre o meu humor: Quando ele não sofre alterações por causa da TPM e seus hormônios, o mundo resolve conspirar contra ele. Juro. Mal levantei da cama de manha (digo de manha, leia-se 12h30min) e não tinha acúcar pra adoça o suco, fui almoçar e não tinha NADA, definivamente NADA que eu gostava, fui obrigada a ir andando na costureira que mora milhas e milhas de distancia de mim e chegando lá ela não estava.. Fora agora pouco, meu amigo quase me pedindo em casamento ontem, e fui perguntar o que ele fez hoje recebo um "Ta ai uma coisa que eu odeio que me pergunte". E eu magoei com isso.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Não existir

Eu estou longe de ser uma pessoa totalmente normal, as vezes me acho totalmente louca. Pensamentos estranhos e confusos vem em mente, e meu passado, vive em mim como um presente, e eu me pergunto porque tudo tem que ser assim, e porque meus olhos ainda choram. Mais se for escrever todas minhas duvidas , angustias, perguntas, minhas tristezas. Nem em mil palavras conseguiria.
Toda noites eu tenho medo, medo de dormi e acordar, ver que nada é como eu esperava. E nos meus sonhos, são tantas imagens confusas que me atormentam, eu acabo enlouquecendo, não sei quem sou, e para onde vou, o que vou fazer.
A cada dia parece que a ferida que existe em meu peito aumenta, eu não sei o que me faz feliz exatamente, e fico imaginando mil maneiras de morrer.
E se soubessem que estou assim agora, que estou sem rumo, e minha vida não tem sentido em nada, para mim respirar não tem mais graça. Estragou tudo de uma tal forma, e estou aqui a derramar lagrimas, e de minhas certezas as poucas, eu apenas tenho uma, concreta : não querer mais existir.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

x Suicídio .

- A morte não é tudo. Não é o final. É apenas uma passagem para a sala seguinte. Nada acontece. Tudo permanece exatamente como foi. Eu sou eu, você é você, e a antiga vida que vivemos tão maravilhosamente juntos permanece intocada, imutável. O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos. Chame-me pelo antigo apelido familiar. Fale de mim da maneira que sempre fez. Não mude o tom. Não use nenhum ar solene ou de dor. Ria como sempre fizemos das piadas que desfrutamos juntos. Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim. Deixe que o meu nome seja uma palavra comum em casa, como foi. Faça com que seja falado sem esforço, sem fantasma ou sombra. A vida continua a ter o significado que sempre teve. Existe uma continuidade absoluta e inquebrável. O que é essa morte senão um acidente desprezível? Porque estarei esquecido se tiver fora do alcance da visão? Estou simplesmente a sua espera. Como num intervalo, bem próximo, na outra esquina. Está tudo bem !