quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
PAPAI... Quanto me amas?
Ah! Eu queria um filho homem!!
Lamentava meu marido.
Em poucos meses ele se deixou cativar pelo sorriso de nossa linda Carmenzita e pela infinita inocência do seu olha fixo e penetrante, foi então que ele começou a amá-la como loucura.
Sua carinha, seu sorriso não se apartavam mais dele. Ele fazia planos sobre planos, tudo seria para nossa Carmenzita. Numa Tarde estávamos reunido em família,quando Carmenzita perguntou a seu papai:
- Papai.... Quando eu completar quinze anos, qual será meu presente?
Ele lhe respondeu:
- Meu amor, vc tem apenas sete aninhos, não lhe parece que falta muito tempo para essa data?
Respondeu Carmenzita:
- Bem papai.. tu sempre diz que o tempo passa voando, ainda que eu nunca o tenha visto por aqui.
Carmenzita já tinha quartorze anos e ocupava toda a alegria da casa, especialmente o coração do seu papai.
Num domingo fomos a igreja, Carmenzita tropeçou, seu papai de imediato agarrou-a para que não caísse... Já sentados nos bancos da igreja, vimos como Carmenzita foi caindo lentamente e quase perdeu a conciência. Seu papai agarrou-a e levou imediatamente para o hospital. Ali permaneceu por dez dias e foi então quando lhe informaram que Carmenzita padecia uma grave enfermidade que afetava seriamente seu coração.Os dias foram passando, seu papai renunciou a seu trabalho para dedicar-se a Carmenzita.Todavia, eu sua mãe, decidi trabalhar, pois não suportava ver Carmenzita sofrendo tanto.
Numa manhã, ainda na cama, Carmenzita perguntou a seu papai:
- Papai? Os médicos te disseram que eu vou morrer?
Respondeu seu papai.
- Não meu amor.. Não vais morrer, Deus é tão grande não permitiria que eu perca o que mais tenho amado neste mundo.
Perguntou Carmenzita:
-Quando a gente morre vai pra algum lugar? Podem ver lá de cima sua família? Sabes se um dia pode voltar?
Papai:
- Bem filha,... Na verdade ninguém regressou de lá e contou algo sobre isso, porem se eu morrer, não te deixarei só , onde eu estiver buscarei uma maneira de me comunicar contigo, e em ultima instância utilizaria o vento para te ver.
Carmenzita:
- Vento? Como vai conseguir isso?
Papai:
- Não tenho a menor idéia filhinha, só sei que se algum dia eu morrer, sentiras que estou contigo, quando um suave vento roçar teu rosto e uma brisa fresca beijar tua face.
Nesse mesmo dia a tarde , fomos informado pelos médicos que nossa Carmenzita necessitava de um transplante de coração , pois do contrario ela so teria vinte dias de vida.
Papai:
- Um coração! Onde conseguir um coração? Um coração! Onde , Deus meu?
Nesse mesmo mês , Carmenzita completaria seus quinze anos. E foi numa sexta–feira a tarde quando conseguira, um doador. Foi operada e tudo saiu bem. Carmenzita permaneceu no hospital por quinze dias e nenhuma só vez seu papai foi visitá-la.Todavia, os médicos lhe deram alta e ela foi para sua casa. Ao chegar em casa Carmenzita com ansiedade gritou:
- Papai! Papai!... Onde tu estas?
Eu sai do quarto com os olhos molhados e disse-lhe:
- Aqui estar um carta que seu papai deixou para vc.
“ Carmenzita, filhinha do meu coração: No momento em que ler esta minha carta, já deve ter quinze anos e um coração forte batendo em teu peito, essa foi a promessa que me fizeram os médicos que te operaram.Não pode imaginar nem remotamente o quanto lamento não estar do teu lado neste instante. Quando soube que morreria decidi dar-te a resposta da pergunta que me fizeste quando tinha sete aninhos e a qual não respondi.Decidi dar-te o presente mais bonito que ninguém jamais faria por minha filha.. Te dou de presente minha vida inteira sem nenhuma condição para que faças com ela o que queiras. Vive filha!! Te amo com todo meu coração!!!”
Carmenzita chorou por todo dia e toda noite . No dia seguinte foi ao cemitério e se sentou sobre a tumba do seu papai; chorou tanto como ninguém poderia chorar.
E sussurrou:
- Papai... agora posso compreender quanto me amavas eu também te amava e ainda que nunca tenha dito, agora compreender quanto me amavas e ainda que nunca tenha dito , agora compreendo a importância de dizer –te “ Te amo” e te pediria perdão por haver guardado silencio tantas vezes.
Nesse instante as copas da árvores balançavam, suavemente, caíram, algumas folha e florzinhas, e uma suave brisa roçou a face de Carmenzita, olhou o céu, tentou enxugar as lágrimas do seu rosto, se levantou e voltou pra casa.
Se esta mensagem tocou seu coração... Por favor nunca deixes de dizer: TE AMO
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
love you,
E incrivel como você nao sai do meu pensamento, posso fazer todas as coisas que quando menos espero me pego pensando em você, penso no que voce pode estar fazendo, sentindo e quando eu menos espero eu dou esse sorriso bobo para mim mesma, passam milhares de cenas na minha cabeça, centenas de frases, imagino nossos momentos, as tuas risadas, essas caras tao engraçadas que você faz e outra vez dou esse sorriso bobo e me sinto confortada quando eu lembro da tua voz me dizendo: eu te amo.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Visitas Repentinas
O sopro gelado no corpo e o disparar clichê do coração podem não acontecer, mas a esperança estará viva em algum lugar, gritando, suplicando, implorando, que tudo não continue desfeito porque essa vida é muito curta, meu bem, e nós precisamos viver. Logo! E eu continuo esperando, mesmo sem esperar tanto assim..
(Gabi Macedo)
domingo, 12 de dezembro de 2010
Veneno.
(Palavras Trocadas)
Hoje.
(Palavras Trocadas)
(Karoline)
No mínimo, verdadeiro.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Sinto muito ;(
Sinto muito, mais se você me deixar, eu não irei continuar, irei dar um fim nisso tudo.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Não goste apenas do amor.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Carta Desabafo.
Envio esta carta porque nunca mais quero você na minha frente. E dessa vez falo sério. Nunca mais quero ouvir a sua voz, mesmo que seja se derramando em desculpas. Nunca mais quero ver a sua cara, nem que seja se debulhando em lágrimas arrependidas. Quero que você suma do meu contato, igual a um vírus ao qual já estou imune.A verdade é que me enchi. De você, de nós, da nossa situação sem pé nem cabeça. Não tem sentido continuarmos dessa maneira. Eu, nessa constante agonia, o tempo todo imaginando como você vai estar. E você, numas horas doce, noutras me tratando como lixo. Não sou lixo. Tampouco quero a doçura dos culpados, artificial como aspartame.Fico pensando como chegamos a esse ponto. Como nos permitimos deixar nosso amor acabar nesse estado, vendido e desconfiado. Não quero mais descobrir coisas sobre você, por piores ou melhores que possam ser. Não quero mais nada que exista no mundo por sua interferência.Não quero mais rastros de você no meu banheiro.Assim, chega. Chega de brigas, de berros, de chutes nos móveis. Chega de climas, de choros, de silêncios abismais. Para quê, me diz? O que, afinal, eu ganho com isso? A companhia de uma pessoa amarga, que já nem quer mais estar ali, ao meu lado, mas em outro lugar? O tédio a dois – essa é a minha parte no negócio? Sinceramente, abro mão. Vou atrás de um outro jeito de viver a minha vida, já que em qualquer situação diferente estarei lucrando,você não é tão interessante quanto pensa.Não mesmo.Fiquei com um certo nojo de você. Não sei por quê, mas sua lembrança, hoje, me dá asco. Quando eu quiser dar uma emagrecida, vou voltar a pensar em você por uns dias. Bom, era isso. Espero que esta carta consiga levantar você do estado deplorável em que se encontra. Mentira. Não espero nenhum efeito desta carta, em você, porque, aí, veria-me torcendo pela sua morte. Por remorso. E como já disse, e repito, para deixar o mais claro possível, nunca mais quero saber de você.Se, agora, isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem.Não se expurga um câncer sem matar células inocentes.
Adeus, graças a Deus.
(Depois dos Quinze)
Ás vezes..
Pra viver um grande amor,
Quebrar barreiras construídas ao longo do tempo,
Por amores do passado que foram em vão
É preciso muita renúncia em ser e mudança no pensar.
É preciso não esquecer que ninguém vem perfeito para nós!
É preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar!
É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor...
Para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura,
Aparando as arestas que podem machucar.
É como lapidar um diamante bruto...para fazê-lo brilhar!
E quando decidir que chegou a sua hora de amar,
Lembre-se que é preciso haver identificação de almas!
De gostos, de gestos, de pele...
No modo de sentir e de pensar!
É preciso ver a luz iluminar a aura,
Dando uma chance para que o amor te encontre
Na suavidade morna de uma noite calma...
É preciso se entregar de corpo e alma!
É preciso ter dentro do coração um sonho
Que se acalenta no desejo de: amar e ser amada!
É preciso conhecer no outro o ser tão procurado!
É preciso conquistar e se deixar seduzir...
Entrar no jogo da sedução e deixar fluir!
Amar com emoção para se saber sentir
A sensação do momento em que o amor te devora!
E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão,
Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas!
Que foi seu grande desafio... e o passo mais acertado
De todos os caminhos de sua vida trilhados!
Mas se assim não for...
Que nunca te arrependas pelo amor dado!
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado!
Mas, antes de tudo, que você saiba que tem aliado.
Ele se chama TEMPO... seu melhor amigo.
Só ele pode dar todas as certezas do amanhã...
A certeza que... realmente você amou.
A certeza que... realmente você foi amada.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Sobre amor, rosas e espinhos
O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.
O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado, eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto".
O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração os quais sozinhos jamais poderíamos enxergar.
O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!
Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos, socorreu-me em minha cegueira. Eu possuía e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.
Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos. Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.
Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios. Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...
Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo nem tampouco fora do cultivo. Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras... Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.
A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas... Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com ela vão inúmeros espinhos. Mas não se preocupe. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos... ou não.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Ainda repetia as mesmas palavras. Eu fiquei com medo então eu tranquei a porta do meu quarto e fiquei em silêncio. Eu podia ouvir botas andando através do corredor. Eu olhei pela fechadura da porta e vi alguém andando pelo corredor. Eu rapidamente chamei a polícia, e eles vieram. Eles acharam o irmão de Annie escondido no banheiro. Quando a polícia lhe perguntou, ele disse que estava esperando por mim. No outro dia, eu achei o bilhete na caixinha do CD quando eu coloquei. Eu abri e li. "Quando meu irmão me estuprou, ele disse que ele estupraria você depois. Eu prometo que não importa o quê, eu não deixarei isso acontecer. Com amor, Annie". E eu acho que ela cumpriu sua promessa.
Laudir (L)
Para meu amor, Laudir ♥
fórmula para ser feliz;
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação.
Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém
Sinto sua falta,
Eu sou a inconstância, sou a escuridão. Sou a certeza, mas nunca a razão. É estranho o modo como você se entrega ao que não pode ver. Como se entrega a mim. Você simplismente caminha. Caminha como se o chão fosse desabar atrás de sí. E quando se entrega aos meus braços eu tomo mais de mim mesmo. Posso te entender, mas você precisa me deixar. Deixe-me chegar onde você nem imagina existir.
Mas quando você vai embora, eu fico feito louco. Não sei mais quem eu sou. Eu olho para tudo e não reconheço nada. Sem você não posso ver a verdade. Sem você não posso SER a verdade.
No entanto, parece mesmo que você se achou quando me perdeu. Não lhe peço para voltar. Nunca pedi para ir embora.Você virá quando precisar vir. E irá quando precisar ir. Não sou dono nem do meu próprio coração, querer enjaular o seu seria como ter em mãos um pássaro que jamais cantará.
Sinto sua falta. Todo tempo...
sábado, 4 de dezembro de 2010
Pessoa Certa
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho!
Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar que é pra na hora que vocês se encontrarem
a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.
Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo, porque a vida não é certa.
Nada aqui é certo!
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo,conseguindo...
E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
A moça do carro azul,
Eu era apenas mais uma no trânsito, quase sem olhar para os lados, concentrada em alguma tarefa inadiável. Mas de repente o que era movimento e pressa à minha volta
parou. Estava fazendo o retorno numa grande avenida quando passou por mim um carro azul com uma moça na direção. O vidro dela estava aberto e ela não parecia ter nada a esconder: chorava. Não um choro à-toa. Ela chorava por uma dor aguda, uma dor de respeito, era um transbordamento. Passou reto por mim e eu concluí meu retorno, e quis o destino que a próxima sinaleira fechasse e alinhasse nossos dois carros, eu ao volante do meu, atônita, ela ao volante do dela, desmoronando.
Eu deveria ter ficado na minha, mas era quase Natal, e quase todos estão tão sós, quase ninguém se importa com os outros, e antes que trocasse o sinal, abri a janela
do meu co-piloto - sem nenhum co-piloto - e perguntei: "Você precisa de ajuda?".
Ela estava com a cabeça apoiada no encosto do banco, olhando em frente pró nada, chorando ainda. Então virou a cabeça lentamente para mim - pensei que iria dizer
para eu me preocupar com a minha vida - e disse serenamente: "Já vai passar". E quase sorriu. Eu respondi "fica bem", fechei o vidro e avancei meu carro um pouquinho pra frente, para desalinhar com o dela e deixá-la livre dos meus olhos e da minha atenção. Passei o resto do trajeto tentando adivinhar se ela havia rompido uma relação de amor, se havia perdido um filho recentemente, se havia recebido o diagnóstico de uma doença grave, se havia discutido com o marido, se estava com saudades de alguém, se estava ouvindo uma música que a fazia lembrar de uma época terrível - ou sensacional. O que a fazia chorar quase ao meio-dia, numa avenida tão movimentada, sem nem mesmo colocar uns óculos escuros ou fechar o vidro?
Que desespero era aquele sem pudor e por isso mesmo tão intenso?
Garota, desculpe invadir com minha voz a sua tristeza. Era quase Natal e eu não agüentei ver você naquele quase deserto, num universo à parte, incompatível com
a quase euforia com que recebemos as viradas, as mudanças, a esperança de olhos mais secos. Faz uma semana, lembra? E agora falta quase nada pra gente abraçar a
ilusão de que tudo vai ser novo. Que seja mesmo, especialmente pra você. Feliz 2006.
28 de dezembro de 2005
(Do livro Doidas e Santas)
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Entenda, a vida tem me embalado de um jeito tão único que só encontrei meus passos com total entrega. Quando desando, sei bem o que quero...mas não sei se posso. Não quero licença para ser feliz. Não mais.
mundo sem mim,
Há o mundo continuando a fazer o que faz.
E eu não estou lá. Muito estranho. Penso
no caminhão do lixo passando e levando o lixo
e eu não estou lá. Ou o jornal jogado no jardim
e eu não estou lá para pegá-lo. Impossível.
E pior, algum tempo depois de estar morto, vou ser
verdadeiramente descoberto. E todos aqueles
que tinham medo de mim ou me odiavam
vão subitamente me aceitar. Minhas palavras
vão estar em todos os lugares. Vão se formar
clubes e sociedades. Será nojento.
Será feito um filme sobre a minha vida.
Me farão muito mais corajoso e talentoso do que
sou. Muito mais. Será suficiente para fazer
os deuses vomitarem. A raça humana exagera
em tudo: seus heróis, seus inimigos, sua importância.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Luz que não se apaga,
Dóoi
(B. monitchelle)
terça-feira, 30 de novembro de 2010
oceano.
(Martinha Barreto)
caminho da sua felicidade,
domingo, 28 de novembro de 2010
o que querem os homens?
Afinal, o que querem os homens?
Os sentimentos do sexo oposto são tão contraditórios quanto os nossos, mas ao contrário da gente, eles não pensam, elas fazem. Merda ou não, eles sempre fazem. Outra coisa que sempre me chamou atenção foi a necessidade de proteção, que talvez, tenham herdado dos nossos antepassados, algo a ver com o instinto de animal de”macho alfa”. Aí me vem uma e outra “femêa” se fazendo de indefesa. De idiota. E funciona. Que merda!
E então, como proceder?
Se você corre atrás você é chata e melosa. Se você tenta parecer que está nem aí você é seca. E é quando você pula do barco que eles percebem que não conseguem fazer sozinhos. O problema é que a coragem de pular do barco nunca é forte o suficiente para se tornar uma atitude. Ai começamos a remar, devagar, cada vez mais devagar e em uma hora ou outra quem sente coragem de tomar a atitude de pular fora é ele.
Fingimos a existência de um motor invisível (o tal do orgulho), e continuamos lá, fingindo que está tudo bem e que nada aconteceu. Essa é a nossa fase durona, em que frases prontas nos servem de consolo.
Chega uma hora que a gasolina desse tal motor acaba, e voltamos para a estaca zero. Sozinhas em um oceano de peixes. Todos fora do barco. Ainda sentimos aquele medo de pular, a esperança em forma de nostalgia ainda ocupa o lugar vazio, e faz com que rememos sempre para trás.
Tem uma hora na nossa vida que precisamos ficar paradas no barco. Sem remar para frente ou para trás. Sozinhas com o sol, vento e silêncio. Pra perceber certas coisas e deixar outras definitivamente para trás. Buscar nossa bússola interior, e mudar totalmente de direção.
Para o infinito e eterno além.
sábado, 27 de novembro de 2010
solidão
(Palavras Trocadas)
Ser mais fácil,
(Welcome to my life)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Para viver;
Pois sonhar não é verbo a ser conjugado no futuro, o verbo VIVER deve ter a magia dos sonhos de ontem e a beleza do primeiro passo, lá, onde você depositou o coração.
Há em mim uma vontade boa de sair por ai, não é sonho, é meta. Dessas que a gente coloca na cabeça em plena segunda-feira chuvosa, sabendo que a terça vai ser cinzenta, mas a vontade de conjugar esse verbo, deve ser á cores, nunca em preto e branco.
Tem gente chorando pelas coisas da vida, tem gente sorrindo pra não chorar, enquanto tem gente calada, vivendo e tirando de tudo um grande aprendizado.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Mais hoje..
É hora de dizer adeus é hora de acabar com essa situação,eu tenho um velho amor,uma velha jura que nenhum jogo até hoje venceu,que nenhum outro amor superou,eu tenho uma velha fonte de dor que me transforma em menininha apaixonada e cega de amor,cansei de ser tão mulher resolvi me iludir e ser boba,resolvi ir atrás dele,resolvi de largar,resolvi lutar por amor,resolvi esconder meu pudor,resolvi sentir um pouco de dor.
(Manipulando Palavras)
Eu falo;

Pudera eu, construi um mundo em que púdessemos aceitar a nós mesmo,mas fomos alto fajelados com nossos sonhos e amores,fomos fabricados e programados a não sentir,a não amar.
Eles andam com passos largos e cruéis,elas são só mais "mocinhas" inocentes e ingênuas prontas pra serem feridas,pelo os homem que destroem corações.
Eu falo de qualquer homem,que faz uma mulher derramar uma lágrima,eu falo do que usa e abusa e no dia seguinte ainda consegue ecoar uma gargalhada ao mundo pra mostrar sua virilidade
Eu falo das mulheres que não sabem o quanto valem,magoadas acham que vestindo pouco roupa e sem conduta alguma,irão se vingar na verdade,eu sei ele sente pena de você querida que hoje é tachada como uma qualquer.
Eu falo da incapacidade de amar,e aceitar ser amado,eu falo desse medo do mundo de estender a mão e caminhar ao lado de alguém,eu falo da insegurança de viver um amor,eu falo da covardia de continuar falando eu te amo em silêncio.
Eu falo do mundo em que sou obrigada a viver,o mundo que eu mesma ajudei a destrui,o mundo do qual só me torna mais "programável" e rígida,um mundo do qual eu preferia fugir.
Eu falo da minha vontade de sentir,sem ningúem me julgar,sem precisa fugir daqui.
(Manipulando Palavras)
encontre um amor, procure um amigo
E assim num dia qualquer,eu conheci aquele que eu pensei que seria só mais um amigo de escola,engraçado e "criança".Aquele que contaria as piadas mais sem graça do mundo,e ainda assim faria surgir um sorriso de canto na minha face,sem eu entender o porquê.Ouviria meus dramas e todas as minhas "besteiras" possíveis no msn,mas sempre estaria lá.
Foi assim de começo,piadas,gargalhadas,conselhos...Até que começaram os olhares,os abraços,as brigas.E aquele garoto que eu tanto considerava,me fazia sentir uma sensação de ódio cada vez que ele discordava comigo.
Quando ele não vinha a aula,eu olhava pro fundo da sala e sentia falta da bolinha de papel que acertava a minha cabeça,ainda que aquilo me irritasse profundamente.No msn enquanto a janelinha não subia meu coração não cansava de esperar ansioso,eu disse coração?
É quando o coração começar a falar,é que os sentimentos florescem e com ele não foi diferente.As conversas mudaram de engraçadas,para provocativas.Os olhares agora diziam algo,os gestos demonstravam que aqueles dois corpos se queriam.
Num dia qualquer,assim como no começo da amizade,numa discussão qualquer...Meu ódio percorreu meus dedos e eu quis acertar aquele tapa na cara daquele garoto que eu odiava,tarde demais senti as mãos dele me pararem e senti meus lábios nos dele,e meu corpo acalmar.
Naquele velho amigo,eu encontrei a calma e a leveza que a muito tempo procurava,porque eu agora conseguia odiar o "meu velho melhor amigo" mas agora eu amava era aquele garoto que me fazia sentir coisas que jamais consegui explicar.
Foi preciso construir uma amizade,para viver o que tanto procurei :AMOR
(Manipulando Palavras)
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Decepções
Retrato disto agora porque venho percebendo o quanto me importo com as pessoas e o quanto muito destas não dão a mínima para mim. Outras que me valorizam e, às vezes, passo despercebida e, portanto acabo não valorizando-as. Então é por isso que gosto sempre de relembrar: "O segredo é não correr atrás das borboletas...é cuidar do jardim para que elas venham até você!
será que vale a pena?
terça-feira, 23 de novembro de 2010
nunca deixe de sonhar (:
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
(silêncio)
— Eu estou apaixonada.
— Você quer se matar porque está apaixonada?
— Acho que sim.
— Mas você só tem dezesseis anos.
— E o que que tem? Não sei quem foi que disse que a gente devia se
matar na adolescência, quando as coisas ainda são bonitas.
— As coisas não são bonitas?
— Não. Odeio cada pedra desta cidade. Cada porta. Cada casa. Cada
cara que passa por mim na rua. Odeio, odeio. Mas não se mate.
(silencio)
— Por favor.
— Por favor o quê?
— Não se mate.
— Ah, esquece. O sol está indo embora. Só falta um terço dele.
— Ninguém se mata por amor.
— Agora só tem uma lasquinha dele, bem vermelha.
— Olha, uma vez eu li um cara, um escritor chamado Cesare Pavese,
que dizia assim: “Ninguém se suicida por amor. Suicida-se porque o amor, não importa
qual seja, nos revela na nossa nudez, na nossa miséria, no nosso estado desarmado, no nosso
nada.”
— E o que aconteceu com ele, esse tal Cesare?
— Se matou.
(silêncio)
* muito minhaaa :(
Cada amor de amigo
Sempre!
O infinito, definido por não ter fim. Eu diria que é um pouco mais, bem mais. Algo que vai além, bem mais além. Não tem como medir e nem dizer com meras palavras o que aquilo significa. Você sabe. Eu sei. De alguma forma isso tudo é maior que qualquer coisa, vai além de poucas palavras. E sabe o que mais? Eu preciso desse infinito comigo.. Assim, para sempre.
Quero #
Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.
domingo, 21 de novembro de 2010
Viva!
Elas esperam o momento perfeito para buscar o emprego ideal... A pessoa certa para se apaixonar... Elas sonham com o que a vida pode ser, mas na hora H não partem para a ação.
Existe sempre um "mas" no meio do caminho. Sempre aparece um defeito na pessoa para não mergulhar na relação, um obstáculo no caminho, um desafio a ser superado antes de começarem a viver: um trabalho por terminar, uma conta a pagar, problemas. Fazem muitas coisas, mas sem intensidade, sem se expor nem se arriscar para valer.
Por não se darem conta de que o tempo está passando, vão desperdiçando a vida, até que um dia percebem que, se ficarem esperando o fim dos obstáculos, sua vida nunca vai começar, pois eles sempre estarão ali, esperando para serem superados. Na verdade esses obstáculos são uma parte fundamental da vida!
Por isso não adianta ficar esperando o momento e o lugar certo, a situação ideal, a pessoa perfeita para então estrear no palco da vida. O espetáculo não começa só quando essas condições ideais se concretizam: Ele está acontecendo AGORA!
É assim que nos entregamos ao jogo da vida: aceitando tudo o que ela nos traz. Porque viver é aprender a fascinante arte de arriscar. É desenvolver a coragem de ir ao encontro dos chamados da vida.
Você não pode escolher a maneira como vai morrer, nem o dia em que isso vai acontecer, mas pode decidir como vai viver agora,neste exato momento!'
Você me largou sozinha naquele hospital, com a minha mãe sem saber se tinha ou não metástase, e foi para a praia com seus amigos bombados. E eu, no fundo, te perdoava, te entendia, te amava cada vez mais. Você me mandou embora da sua casa, do seu carro, da sua vida, da memória do seu computador, do seu celular e do seu coração. Você me deletou. E eu passei quase um ano quietinha, te esperando, rezando pra Santo Antônio te ajudar a ver que amor maior no mundo não poderia existir.e eu me perguntava, quase já sem agüentar mais, sem entender tamanha entrega burra, quando isso finalmente teria um fim. Quando minha coluna ia voltar a ser ereta, minha cabeça erguida e meus passos firmes? Quando eu iria superar você?
sábado, 20 de novembro de 2010
Qualquer coisa
Faço um movimento brusco e venho à tona como se voltasse a mim, e vou saindo lentamente do azul, sento na areia áspera e fico olhando a superfície que volta a ser polida e fria como vidro. Antigo medo, que me encara com olhos que guardam algas de madrepérola no claro fogo do fundo, e que recusa me matar de azul, porque talvez eu não suportasse, e não posso morrer porque é preciso, ainda, sacudir a areia da roupa branca e estender a mão para o livro, cigarro ou estrela que sobe em outras mãos douradas. E sorrir, então, e dizer bom-dia, boa-tarde, talvez boa-noite, e convidar a sentar, como se costuma nessas situações, e explicar sempre que não há muito onde sentar, e espalhar cinzeiros, fechar a porta, escolher rapidamente um disco lento e abandonar a coisa que estivesse fazendo para sentar no canto oposto da cama, talvez cruzar as pernas, acender um cigarro, abrir um livro, olhar uma estrela e falar ouvir durante horas coisas duras e inúteis, e de repente me perceber novamente deslizando para um mar aberto feito boca, convite na esquina, veludo atrás de vidraça, e não ceder porque não seria de esperar que eu cedesse agora, nessas situações, embora me consuma, e penso. Então sorrir e afastar com delicadeza as inúteis durezas até que nos aproximemos das tardes no parque, e era sempre outono. E de repente como girar numa roda louca que jogo de novo eu mesmo neste mesmo parque, com este mesmo livro ou esta mesma folha onde vou desenhando devagar uma estrela enquanto o cigarro queima em fogo claro, e depois ler ou ficar à toa olhando os verdes fumando à espera que um pajem passe de mãos sozinhas que faça encher de encantos as algas de madrepérola me seguram pelos pulsos e eu não resisto e já não importam os parques os pajens as folhas os livros os cigarros as estrelas as guitarras a loucura dos líquidos derramados sobre o tapete que tudo absorve há dezesseis anos:
apenas essas algas nos meus pulsos e os tesouros as sereias os reis com suas capas de arminho os atlantes os castelos e parques sem adolescentes sem folhas nem livros em árvores sem esperas e bancos despidos de inscrições parques verdes de paz e uma coisa grita pouco abaixo do meu centro escuro mas eu a trato como o lenhador à serpente entanguida eu a levo para casa preparo fogo e alimento e abro as janelas e portas para voltar correndo às algas de madrepérola que agora se afrouxam e me soltam lentamente para me abandonar outra vez na mesma praia de areia seca olhando esse mar frio que se recusa a me matar de azul e me dói exatamente como se eu fosse um menino pobre a quem se mostrassem um doce da janela de um carro em alta velocidade. Vou escrevendo poemas como Anchieta pelo corrimão branco da escada e abro uma porta escura para a rua cheia de cotovelos, dentes rangendo, hesitações, temores, diplomas e [ilegível]. Depois volto devagar por um caminho que já não consigo decifrar, e me perco em labirintos pela sala vazia, ligodesligo ingridbogarthumphreybergmann e o leite escorre pela minha garganta seca de areia, de água salgada, de ar rarefeito, e tento novamente descobrir tesouros escondidos pelos cantos, como ninhos de Páscoa, e tento reescrever poemas desfeitos pelo vento no corrimão branco, e tudo de repente se fecha em torno de mim como uma bola cheia de espinhos, mas sorrio, contido, e dou as costas para a porta e depois volto a fazer coisas como escrever, limpar cinzeiros ou olhar o cé pela janela. E não espero que outra vez um toque quente como um olhar fixo me queime a nuca e me voltar para encontrar um valete de paus, de mãos estendidas para esse objeto qualquer caído há pouco, um livro, um cigarro, provavelmente um estrela.
E eis que depois de uma tarde de “quem sou eu” e de acordar à uma hora da madrugada ainda em desespero – eis que às três horas da madrugada acordei e me encontrei. Fui ao encontro de mim. Calma, alegre, plenitude sem fulminação. Simplesmente eu sou eu. E você é você. É lindo. É vasto, vai durar. Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida, mas por enquanto olha pra mim e me ama. Não! Tu olhas pra ti e te amas, é o que está certo.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Sorrisos;
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Não quero;
As recordações não me deixam ver que nada será como ontem
A dor me desarma e chorar já não me acalma.
Pouco a pouco começo a enlouquecer e não sei que poderá vir depois
Podem me cegar a fé mas eu volto a acreditar que isto não se acaba
Sonho que tento te beijar e volto a me queimar.
A vida me escapa e ainda que cada vez doa mais eu não quero te esquecer
Hoje não resta nada de um amor que se apaga, pouco pouco começo a entender
que não me resta tanto que perder.
Olho o relógio e começo aceitar que o tempo me atrapalha e um segundo finjo que quero escapar mas volto por mais, e no final já não há mais.
E ainda que cada vez doa mais em minha alma não quero te esquecer.
(Primeira carta de São Paulo aos Coríntios; capítulo 13)
Saída
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Deixa estar;
(Aninha)

