terça-feira, 18 de outubro de 2011
Nem todo dia tem Sol, nem toda sobremesa é cheese cake e nem toda relação homem e mulher é romance. E você vai fazer o quê? Vai se matar por causa do cinza acima da sua cabeça? Vai tremer hipoglicêmica e carente porque só sobrou torta holandesa? Vai se manter virgem e intacta até aparecer o homem que vai te dar uma casa com cerquinhas brancas, cachorrinhos e bebês? Claro que não, você vai viver a vida, curtindo o que ela tem de melhor.
Um brinde à mim, que já passei por tanta merda e continuo aqui, de pé.
Um brinde à mim, que já passei por tanta merda e continuo aqui, de pé.
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Tati Bernardi
sábado, 15 de outubro de 2011
Eu pensava que finalmente estava estável, engano meu. Quando achava que tudo estava certo, vi tudo errado e novamente me perdi. Agora sei, nada é, tudo está... O que é hoje, não é amanhã, tudo sempre vai mudar. Cabe a mim, agora, me achar de novo e não deixar de acreditar que viver é isso, até porque, nenhum obstáculo posto em nossa vida é 'insuportável'. Enfrente as coisas com a graça de um palhaço, não com a tristeza de um perdedor.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Liguei os pontos, encaixei as peças, entendi a trama. Foi uma mentirada tão grande, um engano tão inacreditável, um contexto tão absurdo, que custei a acreditar. Foi dessas traições de fazer confiança tremer de susto e doer de tristeza. Foi dessas circunstâncias pra lá de insalubres para a alma e o seu viço. Foi dessas armadilhas inimagináveis que, olhando direito, às vezes são armadas até com o nosso auxílio, distraídos que estávamos em territórios que nos pareciam megaseguros. Não, não foi a primeira vez e provavelmente não seria a última. Eu confiei, sim, e não me arrependo nem um centímetro, olhando daqui. Pra confiar é preciso viver com o coração. Eu vivo
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Ana Jácomo
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
Só ele conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos, todas as neuroses, todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder com chapinhas, peitos falsos, bundas falsas, bebidas, poses, frases de efeito, saltos altos, maquiagem e risadas altas. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente. Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade, meu choro baixinho com medo de não ser bonita e inteligente.
Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso.
Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso.
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Tati Bernardi
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Quando você encontrar a outra metade da sua alma, você vai entender porque todos os outros amores deixaram você ir. Quando você encontrar a pessoa que REALMENTE merece o seu coração, você vai entender porque as coisas não funcionaram com todos os outros..
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Rubem Alves
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
...Amar com seu cinismo. Porque só o cinismo vence a tristeza. Porque só o cinismo é mais triste do que a tristeza. E eu virei um muro alto feito de pedras cheias de pontas. Tudo isso só porque eu quero tanto um pouco de carinho que acabei ficando com medo de não ganhar...
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Tati Bernardi
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte
do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo
de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina.. em que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de "essa mulher é única". É mais ou menos isso
do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo
de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina.. em que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de "essa mulher é única". É mais ou menos isso
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Ele anda o dia inteiro pra cá e pra lá, trabalha pra caramba, mas no fundo é apenas um garoto com toda sua falta de juízo e o rosto mais lindo do mundo. Eu? Vou junto! Com a vida também em ritmo acelerado. O dia inteiro pra lá e pra cá, o dia inteiro em pensamento acompanhando. O dia inteiro desejando que ele apareça para me dar vida, e que ele desapareça para me dar ar. Sentindo um vazio quando ele vai e disfarçando enquanto ele vem.
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Tati Bernardi
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
O que te fez mudar? O que te fez deixar de crer? O que te faz ter essas dúvidas? Você que sempre me pareceu o poço da certeza, da razão! O que mudou? Você? O sentimento? Porque logo agora o medo? Porque lhe faltam respostas? Eu só quero entender o porque, sem me redimir do que fiz, sem querer sair de vitima ou de santa... O QUE ACONTECEU? O jogo virou, a coisa desandou... Você não tem certeza mais de nada e eu não sei como me posicionar diante disso. Sei que precisei errar, duvidar, provar, quebrar a cara para decidir realmente mudar. Sei, tenho consciência de quem sou e do que preciso mudar pra te manter comigo; Sei também do sentimento que trago, do desejo que tenho, sei que independente do que aconteça vai continuar sendo você. Mas por favor, me dê as respostas que preciso para que eu possa acalmar meu coração, para que eu possa recuperar tudo que perdi com (relação a) você... Ou para que eu possa seguir em frente, sem você, eu preciso ter suas respostas para saber o que eu faço de agora em diante... Só não demore de encontrá-las, por favor, não demore. Falta de respostas não pode ser motivo para acabar com um relacionamento onde sobra amor.
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Alcylene Matos
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Dentro da igreja, ajoelhe-se. No estádio de futebol, grite pelo seu time. Numa festa, comemore. Durante um beijo, apaixone-se. De frente para o mar, dispa-se. Reencontrou um amigo, escute-o.
Ou faça de outro jeito, se preferir: dentro da igreja, escute-O. Durante um beijo, dispa-se. No estádio de futebol, apaixone-se. De frente para o mar, ajoelhe-se. Numa festa, grite pelo seu time. Reencontrou um amigo, comemore.
Esteja, entregue-se.
Ou faça de outro jeito, se preferir: dentro da igreja, escute-O. Durante um beijo, dispa-se. No estádio de futebol, apaixone-se. De frente para o mar, ajoelhe-se. Numa festa, grite pelo seu time. Reencontrou um amigo, comemore.
Esteja, entregue-se.
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martha medeiros
sábado, 24 de setembro de 2011
Acha mesmo que isso é suficiente pra me derrubar? Eu que já suportei, superei , cai no chão e mesmo toda esfolada, levantei, me vi quase sem forças e mesmo assim as tirei de toda minha fraqueza, bati de frente, meu santo sempre foi forte, não é agora que você vai conseguir.
Bate, pode bater mais e mais e mais e mais. O que trago aqui dentro é superior e forte a todas essas suas armadilhas e golpes baixos, e tem aquilo de que a gente não apanha o quanto não podemos suportar, não é? E seja talvez com esse lema pra minha vida, que eu tenho suportado e aturado tanta coisa, tanta gente hipócrita e de alma suja. Achas mesmo que depois de me ver viver toda essa história que eu trago até hoje, és capaz de me tacar no chão com a esperança de que eu permaneça lá? O que eu tenho aqui dentro do meu peito esquerdo é uma história tão linda, uma vida tão bem vivida e cheia de vontade, cheia de amor, de pensamentos bons e uma energia tão positiva... não vou deixar você acabar com isso tudo assim, dessa maneira e agora. Eu vou passar por cima de tudo isso, mesmo sem ser necessário eu vou te provar quem é que na verdade teve coragem no resultar dessa conta, e quem nunca deveria ter entrado nesse jogo.
Bate, pode bater mais e mais e mais e mais. O que trago aqui dentro é superior e forte a todas essas suas armadilhas e golpes baixos, e tem aquilo de que a gente não apanha o quanto não podemos suportar, não é? E seja talvez com esse lema pra minha vida, que eu tenho suportado e aturado tanta coisa, tanta gente hipócrita e de alma suja. Achas mesmo que depois de me ver viver toda essa história que eu trago até hoje, és capaz de me tacar no chão com a esperança de que eu permaneça lá? O que eu tenho aqui dentro do meu peito esquerdo é uma história tão linda, uma vida tão bem vivida e cheia de vontade, cheia de amor, de pensamentos bons e uma energia tão positiva... não vou deixar você acabar com isso tudo assim, dessa maneira e agora. Eu vou passar por cima de tudo isso, mesmo sem ser necessário eu vou te provar quem é que na verdade teve coragem no resultar dessa conta, e quem nunca deveria ter entrado nesse jogo.
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Mirella
Acha mesmo que isso é suficiente pra me derrubar? Eu que já suportei, superei , cai no chão e mesmo toda esfolada, levantei, me vi quase sem forças e mesmo assim as tirei de toda minha fraqueza, bati de frente, meu santo sempre foi forte, não é agora que você vai conseguir.
Bate, pode bater mais e mais e mais e mais. O que trago aqui dentro é superior e forte a todas essas suas armadilhas e golpes baixos, e tem aquilo de que a gente não apanha o quanto não podemos suportar, não é? E seja talvez com esse lema pra minha vida, que eu tenho suportado e aturado tanta coisa, tanta gente hipócrita e de alma suja. Achas mesmo que depois de me ver viver toda essa história que eu trago até hoje, és capaz de me tacar no chão com a esperança de que eu permaneça lá? O que eu tenho aqui dentro do meu peito esquerdo é uma história tão linda, uma vida tão bem vivida e cheia de vontade, cheia de amor, de pensamentos bons e uma energia tão positiva... não vou deixar você acabar com isso tudo assim, dessa maneira e agora. Eu vou passar por cima de tudo isso, mesmo sem ser necessário eu vou te provar quem é que na verdade teve coragem no resultar dessa conta, e quem nunca deveria ter entrado nesse jogo.
Bate, pode bater mais e mais e mais e mais. O que trago aqui dentro é superior e forte a todas essas suas armadilhas e golpes baixos, e tem aquilo de que a gente não apanha o quanto não podemos suportar, não é? E seja talvez com esse lema pra minha vida, que eu tenho suportado e aturado tanta coisa, tanta gente hipócrita e de alma suja. Achas mesmo que depois de me ver viver toda essa história que eu trago até hoje, és capaz de me tacar no chão com a esperança de que eu permaneça lá? O que eu tenho aqui dentro do meu peito esquerdo é uma história tão linda, uma vida tão bem vivida e cheia de vontade, cheia de amor, de pensamentos bons e uma energia tão positiva... não vou deixar você acabar com isso tudo assim, dessa maneira e agora. Eu vou passar por cima de tudo isso, mesmo sem ser necessário eu vou te provar quem é que na verdade teve coragem no resultar dessa conta, e quem nunca deveria ter entrado nesse jogo.
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Mirella
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Eu triste sou calada. Eu brava sou estúpida. Eu lúcida sou chata. Eu gata sou esperta. Eu cega sou vidente. Eu carente sou insana. Eu malandra sou fresca. Eu seca sou vazia. Eu fria sou distante. Eu quente sou oleosa. Eu prosa sou tantas. Eu santa sou gelada. Eu salgada sou crua. Eu pura sou tentada. Eu sentada sou alta. Eu jovem sou donzela. Eu bela sou fútil. Eu útil sou boa. Eu à toa sou tua.
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martha medeiros
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Não quero brigar com o mundo,
mas se um dia isso acontecer,
quero ter forças suficientes
para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor,
e que não existe vitória sem humildade e paz.
mas se um dia isso acontecer,
quero ter forças suficientes
para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor,
e que não existe vitória sem humildade e paz.
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Mário Quintana
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Ilusões
Ainda não sei ao certo se são as decepções que me perseguem ou sou eu que vivo atrás de ilusões. E é impossível não doer quando as melhores coisas da vida se mostram não tão boas. A gente cresce com uma visão de mundo que vai se modificando com o passar dos anos. Descobri tanta coisa que eu não queria e tenho dúvidas que eu não suporto. Mas se me perguntam como eu estou eu sempre digo que estou bem, porque é ainda mais difícil quando eu resolvo contar dos precipícios que a vida me joga. Tudo parece tão frágil agora, tão inconstante, e sempre tão passageiro. Não sei se sou eu ou o resto do mundo que é assim. Só sei que eu não tenho mais nada a perder, e não me consola pensar que não há mais erros a cometer porque não há mais ninguém pra me perdoar. É a condição da solidão absoluta. E mesmo que o acaso tenha me tirado muita coisa, no fundo eu sei que as mais importantes foi eu quem jogou fora. Ou não. Afinal, tudo é passageiro não é? Principalmente as ilusões. E se eu for pensar na verdade, no fim é só o que eu perdi, ilusões. Isso me faz acreditar que tudo vale a pena, por pior que seja o preço. Mas às vezes eu não quero a verdade. Nem a ilusão. Eu só quero não doer inteira quando toda a verdade bonita que eu conservei durante longas estações se desfazem em tão pouco tempo. Talvez a verdade seja só uma teoria que eu entendi errado. Ou talvez não exista jeito certo de entender. Talvez eu nunca descubra e saia desse mundo com mais mil verdades doloridas e um alívio intenso de estar saindo dessa loucura que é tentar entender as outras pessoas. Porque no fim eu só vivo pra isso, pra tentar entender as coisas. E nem eu sei porque continuo quando sei que sempre vai acabar doendo.
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Maria Paula Fraga
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Demorei muito para acreditar na mais louca e cruel verdade: quem gosta de você vai te tratar bem. Quem gosta de você se importa, quer o melhor, te procura, te liga, te dá satisfação. Quem gosta quer estar junto. Quem gosta demonstra. Quem gosta faz planos. Quem gosta apresenta para a família e amigos. Quem gosta manda uma mensagem bobinha só pra dizer que ama. Quem gosta carrega uma foto sua pra ver quando dá saudade. Quem gosta abraça na hora de dormir. Quem gosta dá um beijo de boa noite e de bom dia. Quem gosta aguenta suas reclamações, sua cólica infernal, suas manhas e manias.
Me desculpa, mas não existe medo que seja maior que um sentimento. Não existe timidez que seja mais forte que uma declaração de amor. Não existe distância que deixe uma relação morrer se as duas pessoas querem ficar coladinhas. Não existe estou-dividido-entre-ela-e-você. Quem gosta pode se perder, mas sempre vai saber pra onde quer voltar.
Me desculpa, mas não existe medo que seja maior que um sentimento. Não existe timidez que seja mais forte que uma declaração de amor. Não existe distância que deixe uma relação morrer se as duas pessoas querem ficar coladinhas. Não existe estou-dividido-entre-ela-e-você. Quem gosta pode se perder, mas sempre vai saber pra onde quer voltar.
domingo, 11 de setembro de 2011
''coração de uma mulher deveria estar tão escondido em Deus que um homem para encontrá-lo teria que buscar a Deus primeiro antes de encontrar o coração dela.''
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Max Lucado
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Mudanças
Confesso que costumo pedir muito por mudanças, não costumo ter a mesma opinião durante dois dias seguidos e não gosto de mesmices. Tudo numa perfeita ordem e tranquilidade me enche o saco. Sabe, não gosto das coisas nos seus respectivos lugares… começo a ficar rabugento, muito rabugento! Implico com tudo e um quadro torto na parede é motivo pra tempestades… acho que fico insuportável, não sei como é que me aguentam. O latido do cachorro da vizinha me deixa com dor de cabeça e a goteira da pia parece uma cachoeira. Quero mudar tudo de lugar, trocar as cortinas, comprar moveis novos, mudar as flores do jardim e até, quem sabe, renovar minha rede de amizades, todinha. Mas eu preciso dizer que quando as tais mudanças chegam, me assusto. Tudo mudando do nada conforme eu queria me deixa extremamente assustado! Não gosto, me sinto arrependido quase que na mesma hora. As coisas como eram antes sempre parecem ser bem melhores. Fico tão paranoico que me encontro em marte, mas o meu corpo permanece aqui. Eu juro que fico tão ridículo quanto uma criancinha assustada. E… nossa! Quanto drama… dramatizo tudo, aumento, esperneio. Quero tudo de volta no lugar, que nem uma criancinha mimada… aí vejo que não dá mais. Olha, veja bem, essa minha indecisão toda me intriga, será que não posso ficar satisfeito com nada? Sempre reclamando da vida, de como as coisas são, sempre com esse medo escroto de mudanças… não podem ser tão apavorantes ou não deveriam ser, pelo menos pra mim.
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João Amaral
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
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Luis Fernando Veríssimo
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Meu bem,
Se tiver vontade, vem. Se tiver coragem, vem. Se quiser vantagem, vem. Se houver bondade, vem. Se perder a maldade, vem. Se quiser abraços, vem. Se me quiser em pedaços, vem. Se tiver verdade, pode vir também.
Se quiser apreço, vem. Se quiser um começo, vem. Se sentir saudades, vem. Se quiser loucura, vem. Se quiser um sorriso, vem. Se quiser abrigo, vem. Se quiser um tempo, vem, por favor. Se eu cair no esquecimento, vem. Se quiser chorar, então vem.
Mas se não estiver disposta, então não vem. Não te darei respostas, só consigo te dar questões que vou preencher ao longo desse nosso tempo. Se não gostar da proposta, então não vem. Não te farei subornos, não ligarei para os pormenores, só vou poder me dar por inteiro. Se não quiser se confundir, então não vem. Não te prometo flores, não vou te cansar de amores, mas eu quero mesmo é desalinhar os seus planetas. Se não quiser um drama, então não vem. Que nem mesmo Romeu e Julieta puderam saber seu final se não houvesse um começo, que cartomante alguma pode mostrar os caminhos de história nenhuma se ela não existir.
Se não me quiser por inteiro, não vem. Porque te darei dias melhores, noites piores, posso te dar tudo de mim. Isso tudo é carta confessa da mais sincera promessa que um dia eu fiz. Mas não vem se não quiser perder algo, porque não poderei ser vazio assim.
Se tiver vontade, vem. Se tiver coragem, vem. Se quiser vantagem, vem. Se houver bondade, vem. Se perder a maldade, vem. Se quiser abraços, vem. Se me quiser em pedaços, vem. Se tiver verdade, pode vir também.
Se quiser apreço, vem. Se quiser um começo, vem. Se sentir saudades, vem. Se quiser loucura, vem. Se quiser um sorriso, vem. Se quiser abrigo, vem. Se quiser um tempo, vem, por favor. Se eu cair no esquecimento, vem. Se quiser chorar, então vem.
Mas se não estiver disposta, então não vem. Não te darei respostas, só consigo te dar questões que vou preencher ao longo desse nosso tempo. Se não gostar da proposta, então não vem. Não te farei subornos, não ligarei para os pormenores, só vou poder me dar por inteiro. Se não quiser se confundir, então não vem. Não te prometo flores, não vou te cansar de amores, mas eu quero mesmo é desalinhar os seus planetas. Se não quiser um drama, então não vem. Que nem mesmo Romeu e Julieta puderam saber seu final se não houvesse um começo, que cartomante alguma pode mostrar os caminhos de história nenhuma se ela não existir.
Se não me quiser por inteiro, não vem. Porque te darei dias melhores, noites piores, posso te dar tudo de mim. Isso tudo é carta confessa da mais sincera promessa que um dia eu fiz. Mas não vem se não quiser perder algo, porque não poderei ser vazio assim.
sábado, 3 de setembro de 2011
Te guardei. Dentro da minha ultima gaveta. De baixo daquelas roupas que nem uso mais. Te guardei dentro daquele meu potinho que fica em cima da estante do meu quarto. Guardei-te dentro daquele móvel velho no meu porão. Te guardei, pra poder lembrar. Guarde-te para não precisar mais chorar. Guardei em minha memória. E quem sabe guardei também em um pedacinho bem escondido do meu coração.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Você foi covarde. Com sua ternura pálida, seu medo de tudo, sua polidez em cumprir as promessas. Você não aprendeu a mentir. Tampouco aprendeu a dizer a verdade. O dia está escuro e não soprarei a luz ao seu lado. O dia está lento e não haverá movimento nas ruas. Você não revidou nenhuma das agressões, não revidará mais essa. Você foi covarde. A mais bela covardia de minha vida. A mais comovida. A mais sincera. A mais dolorida. O que me atormenta é que sou capaz de amar sua covardia. Foi o que restou de você em mim.
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Fabrício Carpinejar
domingo, 28 de agosto de 2011
- mamãe, o que é perda?
- Lembra quando a joaninha pousou no seu ombro? Primeiro você se assustou e ficou com medo de se mexer. Aí ela foi descendo pelo seu braço e foi fazendo uma coceirinha gostosa. Você foi gostando e começou a olhar de perto aquele corpinho vermelho e redondinho, pintado de bolinhas brancas como o algodão onde você plantou seu pé de feijão, com perninhas finas igual ao cabelo da mamãe. Você se divertia com os passeios que ela fazia no seu braço até que você, morrendo de vontade dela ser seu bichinho de estimação, tentou pegá-la. Aí ela voou. Perda é quando a joaninha voa.
- mas eu ainda sinto a cosquinha que ela fazia.
- Isso já é outra coisa, meu filho. Isso é saudade.
- Lembra quando a joaninha pousou no seu ombro? Primeiro você se assustou e ficou com medo de se mexer. Aí ela foi descendo pelo seu braço e foi fazendo uma coceirinha gostosa. Você foi gostando e começou a olhar de perto aquele corpinho vermelho e redondinho, pintado de bolinhas brancas como o algodão onde você plantou seu pé de feijão, com perninhas finas igual ao cabelo da mamãe. Você se divertia com os passeios que ela fazia no seu braço até que você, morrendo de vontade dela ser seu bichinho de estimação, tentou pegá-la. Aí ela voou. Perda é quando a joaninha voa.
- mas eu ainda sinto a cosquinha que ela fazia.
- Isso já é outra coisa, meu filho. Isso é saudade.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
sabia que se você colocar o ouvido bem
pertinho da concha a gente ouve o som do mar?
parece que guarda o mar todinho dentro dela
- se você colocar o seu ouvido bem pertinho
do meu peito também vai ouvir um som
- estou ouvindo... o que é?
- o som do amar... parece que guardo
você todinha dentro de mim
pertinho da concha a gente ouve o som do mar?
parece que guarda o mar todinho dentro dela
- se você colocar o seu ouvido bem pertinho
do meu peito também vai ouvir um som
- estou ouvindo... o que é?
- o som do amar... parece que guardo
você todinha dentro de mim
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Davi Drummond
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Eu tenho muita preguiça do seu olhar de “já sei o que é sofrer, agora posso viver sem medo porque descobri que eu não morro”. Eu já sofri por aí, mas ainda morro muito, todo dia eu velo meus restos e conto uma piada para ninguém perceber.
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Tati Bernardi
domingo, 21 de agosto de 2011
Eu tentei pensar em Deus. Mas Deus morreu faz muito tempo. Talvez se tenha ido junto com o sol, com o calor. Pensei que talvez o sol, o calor e Deus pudessem voltar de repente, no momento exato em que a última chama se desfizer e alguém esboçar o primeiro gesto. Mas eles não voltaraão. Seria bonito, e as coisas bonitas já não acontecem mais.
sábado, 20 de agosto de 2011
Acredito que as pessoas aprendem com os próprios erros e com o tempo. Acredito
também que quem traiu uma vez e foi perdoado vai trair de novo. Acredito que aquelas pessoas que vivem falando mal dos outros vão falar mal de você com esses
outros. Acredito que as pessoas só mudam por vontade própria e nunca pelo pedido
de outra pessoa. Acredito que tudo que eu acredito hoje vai mudar com o tempo. E
que, no futuro, talvez, eu acredite em menos coisas. Ou em nada
mais.
também que quem traiu uma vez e foi perdoado vai trair de novo. Acredito que aquelas pessoas que vivem falando mal dos outros vão falar mal de você com esses
outros. Acredito que as pessoas só mudam por vontade própria e nunca pelo pedido
de outra pessoa. Acredito que tudo que eu acredito hoje vai mudar com o tempo. E
que, no futuro, talvez, eu acredite em menos coisas. Ou em nada
mais.
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Brena Braz
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
E a escuridão se torna tão maior. Estou caindo numa tristeza sem dor. Não é mau. Faz parte. Amanhã provavelmente terei alguma alegria, também sem grande êxtases, só alegria, e isso também não é mau. É, mas não estou gostando muito deste pacto com a mediocridade de viver.
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Clarisse Lispector
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Há tanta coisa que quero dizer para você,mas não tenho certeza por onde devocomeçar.Devo começar dizendo que te amo? Ou que os dias que passei com vocêforam, os mais felizes da minha vida?Ou que, no curto espaço de tempo que nosconhecemos, passei a acreditar que fomos feitos um para o outro?Poderia dizer todasessas coisas e tudo seria verdade, mas, enquanto releio essas palavras a única coisa quepassa pela minha cabeça é que queria estar com você agora, segurando sua mão eolhando seu sorriso efusivo. No futuro, sei que vou reviver o tempo que passamos juntos mil vezes.Vou ouvir seuriso, ver seu rosto e sentir seus braços em torno de mim.Vou sentir falta de tudo isso,mais do que você pode imaginar.Você é um cavalheiro raro, John, eu estimo isso em você.Todo o tempo em que estivemos juntos, você nunca me pressionou para dormir com você, e eu não posso dizer o quanto isso significa para mim.Tornou o que temosainda mais especial, e é assim que eu quero me lembrar para sempre do período quepassamos juntos.Como uma luz branca e pura, cuja contemplação é de tirar o fôlego.Penso em você todos os dias e sei que, quando for te ver amanhã, dizer adeus ser
á acoisa mais difícil que já fiz.Parte de mim teme que chegue um momento no qual você não sinta mais o mesmosentimento, que por algum motivo você esqueça do que nós compartilhamos, então éisso que eu quero fazer. Onde quer que você esteja e não importa o que estejaacontecendo em sua vida - quero que você a encontre no céu noturno.Quero que vocêpense em mim, e na semana que partilhamos, porque, seja onde for, seja o que estiver acontecendo na minha vida, é exatamente isso o que eu vou fazer. Se não podemos estar juntos, pelo menos compartilhar isso, e talvez entre nós, sejamos capazes de fazer issodurar para sempre.
(Querido John)
á acoisa mais difícil que já fiz.Parte de mim teme que chegue um momento no qual você não sinta mais o mesmosentimento, que por algum motivo você esqueça do que nós compartilhamos, então éisso que eu quero fazer. Onde quer que você esteja e não importa o que estejaacontecendo em sua vida - quero que você a encontre no céu noturno.Quero que vocêpense em mim, e na semana que partilhamos, porque, seja onde for, seja o que estiver acontecendo na minha vida, é exatamente isso o que eu vou fazer. Se não podemos estar juntos, pelo menos compartilhar isso, e talvez entre nós, sejamos capazes de fazer issodurar para sempre.
(Querido John)
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Não ser amado é se sentir só na companhia de qualquer outro alguém que não seja capaz de suprir, reconstituir, renovar, inovar o amor. Não ser amado é morrer por dentro todas as noites antes de dormir e mesmo assim acordar no dia seguinte com a sensação da facada no peito, do rastejo, do trapaceio, da pisada. Não ser amado é passar o dia todo lidando com a morte dolorosa daquele sentimento que quando parece estar conseguindo se definhar por completo, consegue - mesmo contra a vontade- se agarrar à alguma preciosa lembrança pra sobreviver. Sobreviver e doer, e amar, e não ser amado e , enfim, não ser pra nunca mais, por tempo algum.
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Thalita Santos
sábado, 13 de agosto de 2011
''Ao mesmo tempo a gente dá a mão. E dá a outra. E daria uma terceira se ela existisse. E você fala com a voz mais baixa do mundo que não queria ter de ir embora. E eu te peço, com a voz mais baixa do mundo, pra você ficar mais uma semana.''
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Tati Bernardi
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de presença. Nada exige nem pede. Nada espera, mas do destino vão nega a sentença. O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de beleza. Por aquelas mergulha no infinito, e por estas suplanta a natureza. Se em toda parte o tempo desmorona aquilo que foi grande e deslumbrante, o antigo amor, porém, nunca fenece e a cada dia surge mais amante. Mais ardente, mas pobre de esperança. Mais triste? Não. Ele venceu a dor, e resplandece no seu canto obscuro, tanto mais velho quanto mais amor.
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Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um caminho.
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Caio F.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Por mais que te doa, você percebe que é melhor optar por seus valores, do que perdê-los por uma pessoa que resolve te querer do nada, que acha que amor é assim: sente-se , para de sentir, dá um tempo, sujeita-se a outros envolvimentos e descobre que voltou a amar novamente o que até então era só um ponto de partida de todo esse ciclo esquecido, deixado de lado.Mas amor não vai embora e volta repentinamente.Amor é o tipo de coisa que ou é ou não é.Ou sente ou não sente.Ou vai ou não vai.Mas depois que for, por favor, não volte mais.Porque amor não volta.Amor não se vai.Amor de verdade, se vai, sente vontade de voltar logo e não depois de tanto tempo, de outras relações, de outras aventuras, de outras e mais outras.Amor de verdade não precisa tirar a prova pra ver se é amor.
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Thalita Santos
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente. Desculpa, tudo que vivi foi profundamente. Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços, guarda-me apenas uma fresta. Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem. Até onde posso ir para te resgatar? Reclamas de mim como se eu tivesse condições de me inventar de novo. Desculpa se te olho profundamente, rente a pele, a ponto de ver seus ancestrais em seus traços, a ponto de ver a estrada muito antes dos teus passos. Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos, eu não vou renunciar a mim, nenhuma parte, nenhum pedaço, do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente. Eu quero estar vivo e permanecer te olhando profundamente!
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Fabrício Carpinejar
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
E de tudo que posso ser pra você eu só pediria que nunca fugisse de mim, nem mesmo quando por alguma razão eu deixasse a máscara cair, eu irei segurar sua mão como quem segura a mão de alguém que esteja pendurado sobre um barranco. E seguirei por dias, semanas, meses tentando tocar o seu coração até que um dia eu consiga. E de nenhuma forma te prender, mas sentir medo de te perder, e jamais te limitar mas chorar quando decidir ir embora, e esperar suas mudanças naturalmente sem forçar você, roubar mil beijos seus quando você decidir ter alguma crise de raiva, tentar te acalmar e ser incapaz de causar algum sofrimento a você. E eu não somente diria que canta mal como cantaria com você, provando assim que existem pessoas que cantam horrivelmente, e que você não é a única, mas a que eu estaria disposta a escutar, e quando você decidir falar demais, que eu debrusse sua cabeça no meu ombro e escute tudo que tem a dizer, e quando for desastrado que haja fôlego para não morrermos de tanto rir. E que você sinta vontade de precisar de mim, mas não só quando houver necessidade, que você sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo, que não veja e nem sinta as horas passando quando estiver ao meu lado, e que nunca seja o suficiente o tempo que passarmos juntos, que você sempre sinta vontade de mais, mais e mais. E que você suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades, e apesar de não ter uma beleza extrema, poder fazer com que você enxergue que gostar de alguém vai muito além de beleza fisica, e tentar também de algum jeito (infelizmente só tentar) fazer com que você não precise olhar em outras direções, porque seus olhos vão estar dentro dos meus. Eu quero sempre encontrar você, sejá lá aonde você estiver, e que eu consiga ser o seu perfeito, mesmo sendo imperfeito.
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Tati Bernardi
terça-feira, 2 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.
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Caio F.
domingo, 31 de julho de 2011
Não há quem não feche os olhos ao comer, não há quem não feche os olhos ao cantar a música favorita, não há quem não feche os olhos ao beijar, não há quem não feche os olhos ao abraçar. Fechamos os olhos para garantir a memória da memória. É ali que a vida entra e perdura, naquela escuridão mínima, no avesso das pálpebras. Concentramo-nos para segurar a dispersão, para segurar a barca ao calor do remo. O rosto é uma estrutura perfeita do silêncio. Os cílios se mexem como pedais da memória. Experimenta-se uma vez mais aquilo que não era possível. Viver é boiar, recordar é nadar. Escrevo na água, no vento da água. O passado sem os olhos fechados é como uma roupa enrugada. Sem corpo. Sem as folhas dos plátanos.
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Fabrício Carpinejar
sábado, 30 de julho de 2011
Se alguém me perguntar quando comecei a sentir a minha vida mais interessante, eu tenho a resposta na ponta da língua: quando comecei a me interessar mais por mim. A ser mais gentil comigo. A dar menos espaço ao que não tem importância e a respeitar o tam...anho do que, de fato, me importa. A querer me conhecer melhor... A ter bem menos pressa pra chegar sei lá onde. A apurar o ouvido pra sentir a música das coisas mais simples, que cantam bonito e muitas vezes baixinho. Quando comecei a me enjoar da mania de tentar entender tanto e abri o coração para apreciar mais. Quando comecei a buscar conforto em estar na minha companhia. Às vezes, ao acordar, eu me olho no espelho e me digo: Vamos lá, Ana, fazer o melhor que a gente puder desse dia que eu estou com você. De uns tempos pra cá, não é que tem sido verdade!
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Ana Jácomo
sexta-feira, 29 de julho de 2011
O que tenho é tédio, tédio de tudo e tudo mais. Quero dormir, mas não consigo. Quero levantar-me e andar léguas, mas um sono incontrolável se apodera de mim. Sou assim. Uma pessoa que, por algum motivo misterioso, aprendeu a sofrer e, gostando ou não, viverá sempre assim: sofrendo.
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fernanda young
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Alguém entra na sua casa, rouba suas coisas, agride você. Esse alguém cometeu, de uma só vez, vários crimes . Previstos em vários artigos da Constituição. Alguém entra na sua vida, rouba seu tempo , destrói sua confiança , agride sua auto-estima, estilhaça o pouco que resta da sua confiança no amor . E sai ileso. Mas não seria esse o pior crime que alguém pode cometer contra outra pessoa? Agressão só é penalizada quando alguém encosta a mão em alguém? Como se pune quem causa uma ferida que não está exposta?
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Brena Braz
terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Declaração de amor funciona. Não é varinha de condão, não faz mágica, mas jamais passa despercebida. Todo mundo, não importa a idade, o sexo ou o estado civil, quer ser amado. Podemos até já ser muito amados, mas queremos mais. Queremos saber que agradamos os outros, queremos receber um lote extra de atenção. É humano: desejamos ser aceitos pelo maior número de pessoas. Quando a gente consegue despertar o amor em alguém por quem também estamos apaixonados, é o reino dos céus. Mas mesmo quando a gente desperta o interesse em quem não nos atrai, ainda assim isso mexe favoravelmente com nosso ego. E esta pessoa deixa de ser um ninguém.
Um cara ou uma garota chega perto de você e diz com todas as letras que você é a pessoa mais importante da vida dela, que te ama pra caramba e pede para que, se você um dia achar possível retribuir esse sentimento, mande avisar. Vira as costas e vai embora. Cacilda! Você só vai debochar dessa criatura se for muito tosco. Você sabe como é difícil tomar coragem e abrir o coração pra alguém sem saber se tem alguma chance. E se for para alguém que já tem namorado, mais complicado ainda. Pois alguém enfrentou essa parada e se declarou pra você. Se você o achava um idiota, pense duas vezes: este idiota se amarrou em você, então não deve ser tão idiota assim. Apaixonou-se? Declare-se. Pode dar em nada, mas garanto que você vai ficar na cabeça de alguém o tempo necessário para ele considerar a hipótese.
Um cara ou uma garota chega perto de você e diz com todas as letras que você é a pessoa mais importante da vida dela, que te ama pra caramba e pede para que, se você um dia achar possível retribuir esse sentimento, mande avisar. Vira as costas e vai embora. Cacilda! Você só vai debochar dessa criatura se for muito tosco. Você sabe como é difícil tomar coragem e abrir o coração pra alguém sem saber se tem alguma chance. E se for para alguém que já tem namorado, mais complicado ainda. Pois alguém enfrentou essa parada e se declarou pra você. Se você o achava um idiota, pense duas vezes: este idiota se amarrou em você, então não deve ser tão idiota assim. Apaixonou-se? Declare-se. Pode dar em nada, mas garanto que você vai ficar na cabeça de alguém o tempo necessário para ele considerar a hipótese.
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martha medeiros
domingo, 24 de julho de 2011
Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que
ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto,
pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me
amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração
sangra com uma dor que não consigo comunicar com ninguém, recuso todos
os toques e ignoro todas as tentativas de aproximação. Tenho vontade de
gritar que essa dor é só minha, de pedir que me deixem só e em paz com
ela, como um cão com seu osso. A única magia que existe é estarmos vivos
e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa
incompreensão.
ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto,
pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me
amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração
sangra com uma dor que não consigo comunicar com ninguém, recuso todos
os toques e ignoro todas as tentativas de aproximação. Tenho vontade de
gritar que essa dor é só minha, de pedir que me deixem só e em paz com
ela, como um cão com seu osso. A única magia que existe é estarmos vivos
e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa
incompreensão.
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Caio F.
sábado, 23 de julho de 2011
Você não está com medo do escuro, está com medo do que está lá. Você não está com medo de altura, está com medo da dor de cair. Você não está com medo das pessoas perto de você, só está com medo da rejeição. Você não está com medo do amor, só está com medo de não ser amada de volta. E você não está com medo de tentar novamente, você só está com medo de se machucar pela a mesma razão.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Eu tenho um milhão de motivos pra fugir de pensar em você, mas em todos esses lugares você vai comigo. Você segura na minha mão na hora de atravessar a rua, você me olha triste quando eu olho para o celular pela milésima vez, você sente orgulho de mim quando eu solto uma gargalhada e você vira o rosto se algum homem vem falar comigo. Você prefere não ver, mas eu vejo você o tempo todo.
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Tati Bernardi
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Oh Deus, eu já fui muito ferida. Mas a quanta gente tenho
pelo que agradecer. Só não cito os nomes para não ferir
o pudor de quem eu citasse. Tenho recebido olhares que
valem por uma reza.
pelo que agradecer. Só não cito os nomes para não ferir
o pudor de quem eu citasse. Tenho recebido olhares que
valem por uma reza.
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Clarisse Lispector
terça-feira, 19 de julho de 2011
Fazia muito tempo que eu não tinha vontade de sorrir para nada nem para ninguém,então era extraordinário que ele conseguisse perturbar assim o canto dos meus lábios.
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Caio F.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado, comigo: um dia encontro.
domingo, 17 de julho de 2011
Fico pensando se viver não será sinônimo de perguntar. A gente se debate, busca, segura o fato com duas mãos sedentas e pensa: “Achei! Achei!”, mas ele escorrega, se espatifa em mil pedaços, como um vaso de barro coberto apenas por uma leve camada de louça. A gente fica só, outra vez, e tem que começar do nada, correndo loucamente em busca dos outros vasos que vê. Cada um que surge parece o último. Mas todos são de barro, quebram-se antes que possamos reformular as perguntas. E começamos de novo, mais uma vez, dia após dia, ano após ano. Um dia a gente chega na frente do espelho e descobre: “Envelheci.” Então a busca termina. As perguntas calam no fundo da garganta, e vem a morte. Que talvez seja a grande resposta. A única”.
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Caio F.
sábado, 16 de julho de 2011
Estou morrendo de vontade de ser eu, mas ser eu só tem me feito perder e perder. E eu quero ganhar. Só dessa vez. Chega. Mas eu quero me dar de bandeja pra você. Mas não. Depois eu demoro semanas pra me levantar porque fui intensa e vivi um dia. Não agüento mais nada disso. Por isso, dessa vez, eu não vou gostar de você. Tchau. Chega de fazer tudo errado. A minha vontade é te ligar, pra contar o quanto gosto de você. E te pedir em namoro. E me declarar. Falar palavras lindas, frases perfeitas, poéticas, sensíveis. Mas não! Eu sou uma mocinha. E mocinhas só se declaram depois de um mês de namoro. Ou depois que o garoto fala que gosta delas. Dessa vez vai ser assim. Chega. E se você não desistir mesmo com todo esse teatro que eu estou fazendo. Vai ser a prova de que eu precisava pra saber que você realmente vale a pena.
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Tati Bernardi
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Mas sei lá, não sei se toda essa coisa patética é mesmo necessária. Tô resolvendo umas coisas aqui viu, esses negócios de sentimentos demonstrados demais meio que estraga. Tô aqui aprendendo que nem todos dão valor ao que você pode oferecer, e acabar demonstrando afeto demais começa a encher o saco, e eu digo tudo isso da minha parte. Chega de ligações, preocupações, sentimentos demonstrados aos extremos. Vou ficar mais relax mesmo, não quer me ligar, não liga, mas também não ligarei. Não quer me ver, não me veja, mas também não sairei que nem doida atrás de você pra saber se a gente vai ser ver, que horas é o nosso encontro, não mais. É apenas um aviso que eu deixo bem simples: se quiser, me procura você!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.
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Ana Jácomo
segunda-feira, 11 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Era cruel o que fazia consigo própria: aproveitar que estava
em carne viva para se conhecer um pouco melhor, já que a
ferida estava aberta.
em carne viva para se conhecer um pouco melhor, já que a
ferida estava aberta.
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Clarisse Lispector
sábado, 9 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Estar bem e feliz é uma questão de escolha e não de sorte ou mero acaso. É estar perto das pessoas que amamos, que nos fazem bem e que nos querem bem. É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal, não hesitando em usar o bom senso, a maturidade obtida com experiências passadas ou mesmo nossa sensibilidade para isso. É distanciar-se de falsidade, inveja e mentiras. Evitar sentimentos corrosivos como o rancor, a raiva e as mágoas, que nos tiram noites de sono e em nada afetam as pessoas responsáveis por causá-los. É valorizar as palavras verdadeiras e os sentimentos sinceros que a nós são destinados. E saber ignorar, de forma mais fina e elegante possível, aqueles que dizem as coisas da boca para fora ou cujas palavras e caráter nunca valeram um milésimo do tempo que você perdeu ao escutá-las.
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Friedrich Nietzsche
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Não perca o agora, o hoje e tudo que está ao seu redor. Principalmente as pessoas. Pois, se não notou, é por elas que você busca grandes coisas. De todos os beijos que você dá, nunca saberá qual deles será o de despedida.
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Gabito Nunes
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Pude perceber que não foi à primeira vista que meus pensamentos se tornaram mais claros e cada vez mais intensos. A tensão do momento nos impede de analisar muitos detalhes, pois sempre estamos prontos para libertar qualquer palavra que sirva como elogio. Não que eu ficasse o tempo todo a bajular, isso não. Elogios vagos não agradam. Mas aqueles 'ahs' e 'ohs' que eu soltava uma vez ou outra, durante nossas conversas, não vieram direcionados totalmente do assunto. Não todos. Prestei atenção sim em cada palavra proferida por aqueles lábios carmesins, bem desenhados e inegavelmente atraentes. Mas não deixam de ser apenas lábios. "Outro ser humano comum em sua frente, seu estúpido. Ela é apenas uma mulher. Não há nada demais entre vocês dois. Vocês se conheceram a pouco. Não vá falar besteira. Não pense besteira. Não se perca. Não se perca..."
E eu me perdi. Graças ao bom Deus, eu me perdi. E o mais importante: consegui me encontrar. Nela.
E eu me perdi. Graças ao bom Deus, eu me perdi. E o mais importante: consegui me encontrar. Nela.
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Silvio da Fonseca
terça-feira, 5 de julho de 2011
Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento. Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos. Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. Que termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a impressão que poderia ter se fartado um pouco mais. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir ás minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado de alma e sim um signo do zodíaco.
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Gabriel García Marquez
sábado, 2 de julho de 2011
Disfarcei meus ciúmes, amaciei minhas mágoas. Sua voz me tranqüilizara, teu sexo me domava. Fiz como pude e como não pude. Do seu jeito fui levando, algumas vezes amor próprio me faltou, mas eu só queria seu amor. Por inúmeras vezes te amava mais do que o tudo. E pergunto: E você? O quê? Armei sua lona, fiz seu circo , pintei seu mundo. Fiz de você meu primeiro. Usei suas cores, anulei as minhas. Aceitei suas verdades intactas, anulei as minhas. E você amor? O quê? O quê você fez? Despedacei meu ego, levantei nossa bandeira. Me julguei egoísta, fui contra a seu favor. Chorei, chorei, chorei até faltar vazio em mim. Fui no fundo, no profundo do meu âmago. Pra merecer teus carinhos, teus gemidos, tua língua, teu prazer, teu sorriso, tua atenção, teu apreço. Pra me sentir mulher, me fiz criança. Fiz pirraça, cena, novela. Decorei um texto pra nada dar errado. Abri a mente, fiz preces, fantasiei um mundo. Amei teu corpo, teu jeito, teu cheiro,tua sombra, abri meu peito acreditei na gente. Desconfiei muito, mas confiei demais. E você amor? O quê ? Ouviu minha canção? Abriu o peito? Cortou seus cabelos? Trocou de canal? Falou “aquela” frase? Fez planos pra mim? Escolheu um filme pra nós dois? Foi minha companhia para todos os momentos? Foi a um show? Usou “aquela” blusa? Amou-me de verdade? Pensou em mim? No que construímos? No que alcançamos? Tudo um dia tem fim. Tudo na vida tem volta. Tranqüilo você pode ficar, riscos de amar sem ser amado, você não há de correr não. Amor de verdade você não sabe diferenciar. Dizer que vou ser feliz agora? Quem sabe? Dizer que você vai se dar bem? Tomara! Aprendizados são pra vida toda, mas amor unilateral na vida da gente uma só vez é suficiente.
Eu sempre chego na hora errada,mas desta vez foi a primeira vez que cheguei cedo de mais na vida de alguém, eu sei que daqui um tempo você vai lembrar de mim, não como a chata ou a insegura, mas como a real.Tenho pedido força,pra me lembrar de como é ruim sofrer por algo que já esta definido e como cansa remar sozinho, e cansaço da alma, meu bem, é pior que não poder dormir depois de várias raves e horas de viagem.A gente tem algo a ver sim, mas te acho um menino tão bom, que vou deixar você descobrir sozinho, e não vou ser dona de mais um clichê dizendo que quando você descobrir já vou ter te esquecido, pode ser que não.Mas vê se entende, você não precisa querer ser nada, a resposta está dentro de você.O mundo é duro meu bem, eu tentei te colocar no colo pra te contar isso, mas você subestimou meu aprendizado porque eu não consigo andar sozinha, mas aprende também, sozinho a gente não aprende nada.
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Drika Castro
sexta-feira, 1 de julho de 2011
São tantos nomes, não é? Mas é só fazer que nem eu: chama todo mundo de “o outro”. Todos são outros. Porque o de verdade, Zé, o de verdade não existe. A gente chora, escreve lá umas poesias profundas, chora, mas um dia a gente acorda e descobre que esse aí não existe não.
Amanhã é sexta, um novo dia. Um novo outro qualquer. Eu queria te dizer que eu sinto muito, Zé. Mas eu não posso te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha, Zé.
Amanhã é sexta, um novo dia. Um novo outro qualquer. Eu queria te dizer que eu sinto muito, Zé. Mas eu não posso te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha, Zé.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Antes de pensar no outro a gente precisa pensar na gente (alguém me lembra disso daqui a 10 minutos?). E sempre fui de colocar o outro na frente. Se você está com problema, sentou aqui e contou, pode ter certeza que vou ficar pensando numa forma de ajudar. Vou movimentar quem eu conheço pra ajudar. Já dei roupa, dinheiro, comida, tempo, ouvidos, colo, abraços. Já dei minha paz.
(...) Não mereço um prêmio por nada, nadinha disso, fiz e faço muitas outras coisinhas, coisas e coisonas porque gosto, porque me sinto bem fazendo, porque acho que certas coisas a gente precisa e deve fazer. É o meu jeito, é a minha maneira de viver. Só não quero me frustrar tanto com os outros. Sempre penso que se eu faço o outro também pode fazer e isso é errado, tá errado, muito errado (me lembra disso hoje e amanhã e depois?), afinal, cada um é de um jeito, cada um tem seus valores, cada um tem sua personalidade, cada um tem sua prioridade, cada um tem um estilo de ser e ver. Mas uma coisa é certa: preciso parar de olhar tanto para você e olhar mais para mim.
(...) Não mereço um prêmio por nada, nadinha disso, fiz e faço muitas outras coisinhas, coisas e coisonas porque gosto, porque me sinto bem fazendo, porque acho que certas coisas a gente precisa e deve fazer. É o meu jeito, é a minha maneira de viver. Só não quero me frustrar tanto com os outros. Sempre penso que se eu faço o outro também pode fazer e isso é errado, tá errado, muito errado (me lembra disso hoje e amanhã e depois?), afinal, cada um é de um jeito, cada um tem seus valores, cada um tem sua personalidade, cada um tem sua prioridade, cada um tem um estilo de ser e ver. Mas uma coisa é certa: preciso parar de olhar tanto para você e olhar mais para mim.
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Clarisse Corrêa
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Controla, menina, controla esse coração angustiado. Controla essas palavras ácidas que pulam da sua boca, dá um jeito nesse seu jeito inseguro. Dá um jeito nessa sua vida, não dá pra viver no escuro, de olhos cegos, apalpando o nada. Escolha um caminho, vai em frente, não olha pra trás, não olha pra baixo como quem tem arrependimento de ser o que é.
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Bianca Landi
terça-feira, 28 de junho de 2011
Insistir em um amor não correspondido é como calçar um sapato que não te cabe mais. Aperta, machuca, sangra e deixa feridas que só o tempo é capaz de curar. Então, descalça-te! Estejas de pés e coração livres para calçar um amor que tenha o teu número. Na hora certa ele há de chegar! ;)
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Karla Thayse
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Eu gosto de quem facilita as coisas, de quem aponta caminhos ao invés de propor emboscadas. Eu sou feliz ao lado de pessoas que vivem sem códigos, que estão disponíveis sem exigir que você decifre nada. O que me faz feliz é leve e, mesmo que o tempo leve, continua dentro de mim. Eu quero andar de mãos dadas com quem sabe que entrelaçar os dedos é mais do que um simples ato que mantém mãos unidas. É uma forma de trocar energia, de dizer: você não se enganou, eu estou aqui. Porque, por mais que os obstáculos nos desafiem, o que realmente permanece costuma vir de quem não tem medo de ficar.
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Fernanda Gaona
domingo, 26 de junho de 2011
Esqueça, se ele não te ama
Esqueça, se ele não te quer
Não chore mais, não sofra assim
Porque posso te dar amor sem fim
Ele não pensa em querer-te
Te faz sofrer e até chorar
Não chore mais, vem pra mim vem
Não sofra, não pense
Não chore mais meu bem.
Esqueça, se ele não te ama
Esqueça, se ele não te quer
Não chore mais, não sofra assim
Porque posso te dar amor sem fim
Ele não pensa em querer-te
Te faz sofrer e até chorar
Não chore mais, vem pra mim vem
Não sofra, não pense
Não chore mais meu bem.
Esqueça, se ele não te quer
Não chore mais, não sofra assim
Porque posso te dar amor sem fim
Ele não pensa em querer-te
Te faz sofrer e até chorar
Não chore mais, vem pra mim vem
Não sofra, não pense
Não chore mais meu bem.
Esqueça, se ele não te ama
Esqueça, se ele não te quer
Não chore mais, não sofra assim
Porque posso te dar amor sem fim
Ele não pensa em querer-te
Te faz sofrer e até chorar
Não chore mais, vem pra mim vem
Não sofra, não pense
Não chore mais meu bem.
sábado, 25 de junho de 2011
Me desculpe
Me desculpe por ter tomado a iniciativa. Me desculpe por ter escrito. Me desculpe por ter ligado. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por ter dito sim. Me desculpe por ter gemido. Me desculpe por ter gozado. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe pelos machucados que sua ex deixou em você. Me desculpe por eu ter vindo logo atrás dela. Me desculpe por querer entender seu silêncio. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu não ter usado máscara. Me desculpe por desejar alguma intensidade. Me desculpe por desejar. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe pelo que foi ruim. Me desculpe pelo que foi bom. Me desculpe pelo atrevimento de supor que eu merecia o que de bom aconteceu. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu ter tirado a roupa. Me desculpe por eu ter mostrado meu corpo. Me desculpe por eu ter gostado de mostrar meu corpo. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu ter escrito coisas lindas para você. Me desculpe por você não ter entendido um terço do que eu escrevi. Me desculpe por você ter me achado ousada demais. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por, em algum momento, eu ter te amado. Me desculpe por, em algum momento, eu ter te achado bonito. Me desculpe por, em algum momento, eu ter me achado bonita. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por você torcer para o Grêmio. Me desculpe se uma barata entrar na sua cozinha algum dia. Me desculpe por eu ter voz.
Mas, sobretudo, me desculpe por pedir essas ridículas, inúteis e dolorosas desculpas. Que, naturalmente, não são para você, afinal, porcos não reconhecem pérolas.
Me desculpe por ter dito sim. Me desculpe por ter gemido. Me desculpe por ter gozado. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe pelos machucados que sua ex deixou em você. Me desculpe por eu ter vindo logo atrás dela. Me desculpe por querer entender seu silêncio. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu não ter usado máscara. Me desculpe por desejar alguma intensidade. Me desculpe por desejar. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe pelo que foi ruim. Me desculpe pelo que foi bom. Me desculpe pelo atrevimento de supor que eu merecia o que de bom aconteceu. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu ter tirado a roupa. Me desculpe por eu ter mostrado meu corpo. Me desculpe por eu ter gostado de mostrar meu corpo. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu ter escrito coisas lindas para você. Me desculpe por você não ter entendido um terço do que eu escrevi. Me desculpe por você ter me achado ousada demais. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por, em algum momento, eu ter te amado. Me desculpe por, em algum momento, eu ter te achado bonito. Me desculpe por, em algum momento, eu ter me achado bonita. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por você torcer para o Grêmio. Me desculpe se uma barata entrar na sua cozinha algum dia. Me desculpe por eu ter voz.
Mas, sobretudo, me desculpe por pedir essas ridículas, inúteis e dolorosas desculpas. Que, naturalmente, não são para você, afinal, porcos não reconhecem pérolas.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Passei a semana esperando qualquer sinal de vida seu. Qualquer ruído eu conferia se não era o meu celular vibrando. Nada. Ele não tocou, não vibrou e você não mandou notícias. Eu passei o dia esperando você aparecer pra não ficar com a sensação que eu amei um cara que não existe. Uma, duas, cinco horas e nada. Nenhum sinal.
Eu jurava de pé junto que você era o cara perfeito pra mim. Eu conhecia todos os seus jeitos de olhar, conhecia todas as suas linhas de expressão e adivinhava até o que você pensava. Eu sabia tudo o que você faria antes mesmo de você fazer alguma coisa e conhecia você como a palma da minha mão.
Ontem, quando eu me jurei pela milésima vez ser a última que eu chorava por ti, eu me dei conta que a gente nunca teve uma história de verdade, só capítulos. Você me procura quando está morrendo de saudade do meu cheiro, do meu beijo, do meu carinho desmedido. E eu, tola, apaixonada, sempre quebro as minhas promessas de que vai ser a última vez. Ontem eu me dei conta que há muito tempo a gente não existe, porque eu não passo de “a mulher perfeita pra você” e você "o cara perfeito pra mim”. E mesmo assim, você continua sendo o cara que me usa como remédio para sua vida tediosa e eu a garota idiota que te coloca como objeto do meu amor.
Qualquer segundo que eu fico sem pensar em nada é uma eternidade a mais que eu penso em ti. Eu tento encaixar as peças desse quebra-cabeça, mas sempre falta algum pedaço. Sempre falta alguma coisa. E eu to sempre sozinha.
Ontem, eu me dei conta do tanto que eu me iludi gostando de você. Me dei conta que não é possível lutar por aquilo que a gente não tem. E que a gente não perde o que nunca teve. Meu barco anda meio sem rumo e te confesso que o que eu mais queria era encontrar um porto pra descansar minha alma. A dor que eu sinto nem você e nem ninguém pode entender.
Eu jurava de pé junto que você era o cara perfeito pra mim. Eu conhecia todos os seus jeitos de olhar, conhecia todas as suas linhas de expressão e adivinhava até o que você pensava. Eu sabia tudo o que você faria antes mesmo de você fazer alguma coisa e conhecia você como a palma da minha mão.
Ontem, quando eu me jurei pela milésima vez ser a última que eu chorava por ti, eu me dei conta que a gente nunca teve uma história de verdade, só capítulos. Você me procura quando está morrendo de saudade do meu cheiro, do meu beijo, do meu carinho desmedido. E eu, tola, apaixonada, sempre quebro as minhas promessas de que vai ser a última vez. Ontem eu me dei conta que há muito tempo a gente não existe, porque eu não passo de “a mulher perfeita pra você” e você "o cara perfeito pra mim”. E mesmo assim, você continua sendo o cara que me usa como remédio para sua vida tediosa e eu a garota idiota que te coloca como objeto do meu amor.
Qualquer segundo que eu fico sem pensar em nada é uma eternidade a mais que eu penso em ti. Eu tento encaixar as peças desse quebra-cabeça, mas sempre falta algum pedaço. Sempre falta alguma coisa. E eu to sempre sozinha.
Ontem, eu me dei conta do tanto que eu me iludi gostando de você. Me dei conta que não é possível lutar por aquilo que a gente não tem. E que a gente não perde o que nunca teve. Meu barco anda meio sem rumo e te confesso que o que eu mais queria era encontrar um porto pra descansar minha alma. A dor que eu sinto nem você e nem ninguém pode entender.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
O medo de amar
Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
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martha medeiros
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Queria me apaixonar de novo
e mais uma vez por você
nada diferente de tudo que já tive
nem de mais ou de menos, mas exato
como nosso tempo no espaço
como os abraços que nunca se desfizeram
e os beijos não terminados
é tanto passado nesse presente
indiferente, se não fizer futuro.
e mais uma vez por você
nada diferente de tudo que já tive
nem de mais ou de menos, mas exato
como nosso tempo no espaço
como os abraços que nunca se desfizeram
e os beijos não terminados
é tanto passado nesse presente
indiferente, se não fizer futuro.
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cah morandi
terça-feira, 21 de junho de 2011
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
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Fernando Pessoa
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Amor é uma injustiça, minha filha.
Uma monstruosidade.
Você mentirá várias vezes que nunca amará ele de novo e sempre amará, absolutamente porque não tem nenhum controle sobre o amor.
Uma monstruosidade.
Você mentirá várias vezes que nunca amará ele de novo e sempre amará, absolutamente porque não tem nenhum controle sobre o amor.
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Fabrício Carpinejar
domingo, 19 de junho de 2011
Silêncio
Permita-me desfalecer enquanto disserto sobre coragens que não tenho. Deixe-me ir quando não houver mais disposição para ficar. Aceite minhas falhas que hoje me definem e me limitam, mas diga o que for preciso pra me corrigir. Deixe-me chorar pela incompletude desses dias que não passam, mesmo que seja bobagem, mesmo que minha solidão seja infundada e incompreensível. O telefone não toca e se você não conhece o desespero do silêncio, apenas aceite.
Eu ando sorrindo mentiras por aí. Fazendo novos eus, como se só houvesse possibilidade de ser verdade ao lado de alguém. É coisa de gente que se ilude, eu sei, gente que espera o aval de outras pessoas para ser feliz. Mas é que me dá um aperto, uma angústia. Você sabe do que eu estou falando, aquele sentimento que a gente tem quando todo dia é segunda-feira. Eu espalhei muito sorriso à toa, pra ver se um deles prendia alguém no canto dos lábios. Não funcionou. Mas ainda tenho alguns guardados, chorosos, quase desistentes, quase sem motivo, esperando valer à pena escapar pelos olhos.
Perdoe-me a indelicadeza, a maneira bronca no convívio humano. Falta-me a consciência de amar. Sobra-me o medo de ser mal entendida. Tenho limitações bobas que não se explicam com definições certas, palavras existentes. Tem um dicionário inteiro de termos ainda não criados para falar sobre mim. Não sei o que, não sei o motivo, não sei como. Não explico, nem me importo. Apenas sou. E isso tem que bastar.
Você me pergunta se eu não tenho coração. Eu tenho. Tenho um coração vazio de ódio ou amor. Se você não consegue ouvi-lo é porque não faz ele bater. Me provoque, me ofenda, brigue comigo, mas não me deixe presa no comum. Não permita que o tédio silencie meu coração.
Eu ando sorrindo mentiras por aí. Fazendo novos eus, como se só houvesse possibilidade de ser verdade ao lado de alguém. É coisa de gente que se ilude, eu sei, gente que espera o aval de outras pessoas para ser feliz. Mas é que me dá um aperto, uma angústia. Você sabe do que eu estou falando, aquele sentimento que a gente tem quando todo dia é segunda-feira. Eu espalhei muito sorriso à toa, pra ver se um deles prendia alguém no canto dos lábios. Não funcionou. Mas ainda tenho alguns guardados, chorosos, quase desistentes, quase sem motivo, esperando valer à pena escapar pelos olhos.
Perdoe-me a indelicadeza, a maneira bronca no convívio humano. Falta-me a consciência de amar. Sobra-me o medo de ser mal entendida. Tenho limitações bobas que não se explicam com definições certas, palavras existentes. Tem um dicionário inteiro de termos ainda não criados para falar sobre mim. Não sei o que, não sei o motivo, não sei como. Não explico, nem me importo. Apenas sou. E isso tem que bastar.
Você me pergunta se eu não tenho coração. Eu tenho. Tenho um coração vazio de ódio ou amor. Se você não consegue ouvi-lo é porque não faz ele bater. Me provoque, me ofenda, brigue comigo, mas não me deixe presa no comum. Não permita que o tédio silencie meu coração.
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Verônica H
sábado, 18 de junho de 2011
Foram muitos dias nessa tortura, então entenda que percorri todas as rotas de fuga. Cheguei a procurar notícias suas pelos jornais, pois só um obituário justificaria tamanha demora em uma ligação.
Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo o que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou.
Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma, nesta vida, pra ser sincera. No que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão.
Não me responda, então, mesmo que deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.
Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não liga, é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especiais, não guardam?
Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?
Enfim, por muito mais tempo do que desejaria, mantive na ponta da língua tudo o que eu devia te dizer, e tudo o que você merecia ouvir, e tudo. Mas você não ligou.
Mando esta carta, portanto, sem esperar resposta. Nem sequer espero mais por nada, em coisa alguma, nesta vida, pra ser sincera. No que se refere a você, especialmente, porque o vazio do seu sumiço já me preenche; tenho nele um conforto que motivos não me trarão.
Não me responda, então, mesmo que deseje. Não quero um retorno; quis, um dia, uma ida. Que não aconteceu, assim deixemos para lá.
Estaria, entretanto, mentindo se não dissesse que, aqui dentro, ainda me corrói uma pequena curiosidade. Pois não é todo dia que uma pessoa não vai e não liga, é? As pessoas guardam esses grandes vacilos para momentos especiais, não guardam?
Então, eis a minha única curiosidade: você às vezes pensa nisso, como eu penso? Com um suave aperto no coração? Ou será que você foi apenas um idiota que esqueceu de ir?
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fernanda young
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Todas as palavras certas da pessoa errada e todas as pessoas erradas que insistem em tentar me fazer feliz quando são incapazes por natureza. Os risos forçados que geram lágrimas no travesseiro, as danças vazias que geram um vazio ainda maior. Os finais de semana que doem o resto dos dias. A mentira que preenche de ar o que devia ser companhia. A amargura que cresce rancor por coisas pequenas e afáveis dos que são capazes da felicidade.
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Verônica H
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Não podemos dar a nós mesmos mais uma chance
Por quê não podemos dar ao amor mais uma chance
Por quê não podemos dar amor...
Dar amor, dar amor, dar amor, dar amor...
Pois o amor é uma palavra tão fora de moda
E o amor te desafia a se importar com
As pessoas no limite da noite,
E o amor desafia você a mudar nosso modo de
Nos preocupar com nós mesmos.
Por quê não podemos dar ao amor mais uma chance
Por quê não podemos dar amor...
Dar amor, dar amor, dar amor, dar amor...
Pois o amor é uma palavra tão fora de moda
E o amor te desafia a se importar com
As pessoas no limite da noite,
E o amor desafia você a mudar nosso modo de
Nos preocupar com nós mesmos.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Parece que não tem mais jeito. Dizer “parece que não tem mais jeito” é muito otimismo da minha parte. Uma esperança que, pelo que dizem, não tem mais razão de ser. Mas, que não consigo abandonar. É tudo muito doido e doído. Não consigo nem pensar logicamente a respeito. Porque os sentimentos chegam todos antes da razão. É um tempo de espera. Mas, de uma espera ruim. Você acorda e pensa que tá tudo bem e lembra e tá tudo errado. Absurdamente errado. Não é tristeza que sinto, é assombramento.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais. Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Quero ser feliz, quero sossego. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais. Não quero esperar mais, quero fazer mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.
“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha"
“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha"
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amor
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Você tampa a panela, dobra o avental, deixa a lágrima secar no arame do varal. Fecha a agenda, adia o problema, atrasa a encomenda, guarda insucessos no fundo da gaveta. A idéia é tirar a tarja preta e pôr o dedo onde se tem medo. Você vai perceber que a gente é que faz o monstro crescer. Em seguida superar o obstáculo, pois pode-se estar perdendo um espetáculo acontecendo do outro lado. Atravessar o escuro até conseguir tatear o muro, que é o limite da claridade. Se tiver capacidade para conquistá-la, tente retê-la o mais que puder. Há que ter habilidade, sem esquecer que a luz é mulher. Do inferno assim desmascarado, é hora de voltar. Não importa se é caminho complicado, se a curva é reta, ou se a reta entorta. Você buscou seu brilho, voltou completa; jogou a tranca fora, abriu a porta.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Você deveria saber. Eles nunca são a resposta. Nunca foram. Que é que você quer? Por que você olha tanto pro celular? Existe alguém no mundo, nesse momento, que poderia te ligar agora e te deixar feliz? Não. Ninguém é a resposta. Nem o sofá, nem a festa, nem ficar em casa, nem a água com gás, nem olhar com nojo para o grupo de piriguetes vips que não prestam pra nada a não ser frequentar festas para sair em revistas e angariar empresários. Finalmente já tenho o que esperar: o carro. Finalmente já tenho o que fazer: ir embora. Na verdade a única coisa que estou sempre esperando e querendo é ir embora. De todos os lugares, de todas as pessoas. Eu não estou esperando nada a não ser o tempo todo sair de onde eu estou.
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Tati Bernardi
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Não queria, desde o começo eu não quis. Desde que senti que ia cair e me quebrar inteiro na queda para depois restar incompleto, destruído talvez, as mãos desertas, o corpo lasso. Fugi. Eu não buscaria porque conhecia a queda, porque já caíra muitas vezes, e em cada vez restara mais morto, mais indefinido - e seria preciso reestruturar verdades, seria preciso ir construindo tudo aos poucos, eu temia que meus instrumentos se revelassem precários, e que nada eu pudesse fazer além de ceder. Mas no meio da fuga, você aconteceu. Foi você, não eu, quem buscou. Mas o dilaceramento foi só meu, como só meu foi o desespero. Eu quis tanto ser tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. (…) Fiquei, você sabe que fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo. Que aceitei a queda, que aceitei a morte. Que nessa aceitação, caí. Que nessa queda, morri. Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. E ninguém vê que estou morto.
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Caio F.
terça-feira, 7 de junho de 2011
- Como assim eu mudei? Quando?
- Quando deixou de ser aquilo que era. Até mesmo quando deixou de fazer questão de todas essas coisas que hoje eu resolvi dar importância. E só dei importância porque quis que você soubesse o quanto eu a amo, o quanto sempre a amei. Antes eu nunca tivesse dito absolutamente nada do que eu disse. De repente, não estaria doendo como dói agora. Mas mesmo querendo muito a sensação de me arrepender de ter dito tudo o que eu disse, prefiro mesmo que você saiba. Um dia talvez você entenda o quanto a sua distração me dói, o quanto esse seu silêncio me rasga. O quanto machuca ver que se estragamos o que poderíamos ser, não foi por causa das nossas muitas brigas ou diferenças, foi porque desistimos de ser aquilo que sempre fomos não querendo estragar o que já tinhamos sido sem erro algum. Bel, eu não sei ficar distraído ao seu lado. E se isso vai te fazer feliz então seja. Mas não vai ser comigo.
- Quando deixou de ser aquilo que era. Até mesmo quando deixou de fazer questão de todas essas coisas que hoje eu resolvi dar importância. E só dei importância porque quis que você soubesse o quanto eu a amo, o quanto sempre a amei. Antes eu nunca tivesse dito absolutamente nada do que eu disse. De repente, não estaria doendo como dói agora. Mas mesmo querendo muito a sensação de me arrepender de ter dito tudo o que eu disse, prefiro mesmo que você saiba. Um dia talvez você entenda o quanto a sua distração me dói, o quanto esse seu silêncio me rasga. O quanto machuca ver que se estragamos o que poderíamos ser, não foi por causa das nossas muitas brigas ou diferenças, foi porque desistimos de ser aquilo que sempre fomos não querendo estragar o que já tinhamos sido sem erro algum. Bel, eu não sei ficar distraído ao seu lado. E se isso vai te fazer feliz então seja. Mas não vai ser comigo.
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Caio F.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Dizem que o amor se faz de uma comunidade de interesses subterrâneos, restos de vozes, hábitos que nos ficam da infância como uma melodia sem letra, paixões pisadas na massa funda do tempo, mas nesses anos entre guerras, os sentimentos explicados não interessavam a ninguém. O amor era então uma criação fulminante do tédio e dainocência, feito do carnal recorte da beleza, magnífico de crueldade. Amei-te de repente, com a luminosa injustiça que me afastou de todos os que me amaram por me serem semelhantes.
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Clarisse Lispector
domingo, 5 de junho de 2011
Sim, amo-o como louca - respondeu ela, empalidecendo, como se fosse de dor. - Eu nunca amei você assim, Vânia. Eu mesma sei que estou louca e é ruim amar assim. Escute, Vânia: mesmo antes eu já sabia e até em nossos momentos felizes eu pressentia que ele me traria apenas sofrimentos. Mas o que fazer se agora até os sofrimentos causados por ele são uma felicidade? Acha que estou indo ao encontro dele para ter alegria? Acha que não sei, de antemão, o que me espera e o que vou suportar dele? Pois ele jurava que me amava, sempre fazia promessas; mas eu não acredito em nenhuma de suas promessas, não dou nenhuma importância a elas, e antes também não dava, apesar de saber que ele estava mentindo para mim e que ele não é capaz de mentir. Eu mesma lhe disse, eu mesma, que não quero prendê-lo com nada. Com ele, é melhor assim: ninguém gosta, e eu em primeiro lugar, de estar amarrado. Apesar de tudo, sinto-me feliz em ser sua escrava voluntária; suportar dele tudo, tudo, só por ele estar comigo, só para eu poder olhar para ele. Que ame outra, mas que continue comigo, que eu esteja ao lado dele... Isso é baixeza, Vânia?
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Fiódor Dostoiévski
sábado, 4 de junho de 2011
Primeiro, que eu não fui ao Psicólogo por ter problemas mentais,não.
Fui porque queria conversar com alguém.
Se eu tenho uma melhor amiga ? Sim, tenho, más ela foi sorteada em ser amada por todos que ela se apaixonara, então não acharia interessante dividir essa história com ela. Mãe ? Bom, minha mãe sempre foi submissa, não entenderia uma paixão, um amor de verdade. Padre? Bem, algumas coisas seriam pecado ao ouvido dele, então...
Olha só Senhor Psicólogo, não me interrompa, por favor, apenas me ouça.
Ele foi meu grande amor, na verdade ainda É. Más assim, antes ele era o primeiro e o último pensamento que me vinha na cabeça, e agora tenho colocado outras coisas a frente desse amor. É difícil demais sabe? Diabos, alguém sempre tem alguma notícia dele, e falam na minha presença, não sei se de pirraça, de provocação, ou ingenuidade, o importante é que eu não queria saber dele sempre. Não ouvir uma nota fúnebre com o nome dele, já é a melhor noticia que posso ter. Eu o amei [amo] de verdade, más também, sabe ? Se ele tá bem, isso me dá um certo conforto,desconforto,desespero ,sossego; Uma certa raiva, mágoa, trauma...
Más enfim, ainda to viva e talz, e isso é de suma importância pra mim sabe? Tô comendo, saindo, [saindo não,tem tempos que fiz isso, é só pra ter assunto sabe?] , estudando.
Mas o moço num sai da minha cabeça, gostaria de saber se no futuro, a ciência vai estar tão avançada, que seria capaz de criar um antídoto anti-amor, sabe ? Não né? É, também acho que não. Porque se fosse possível, queria ser desse tempo. Não Doutor, não desse tempo aí da ciência avançada, más desse mesmo que eu vivo, sabe?
É que assim, mesmo eu sofrendo, mesmo eu morrendo de saudades dele, mesmo eu sonhando todas as noites com o sorriso dele, ele é a única pessoa que me faz sorrir todos os dias, mesmo eu estando com tantos problemas , Entende? Não?
É Doutor, se nem você que estudou pra entender as pessoas, entende desilusões amorosas, é melhor eu desistir de conversar com alguém sabe? Num sabe? É (...)
Tchau Doutor, eu volto se precisar de tarja preta!
Fui porque queria conversar com alguém.
Se eu tenho uma melhor amiga ? Sim, tenho, más ela foi sorteada em ser amada por todos que ela se apaixonara, então não acharia interessante dividir essa história com ela. Mãe ? Bom, minha mãe sempre foi submissa, não entenderia uma paixão, um amor de verdade. Padre? Bem, algumas coisas seriam pecado ao ouvido dele, então...
Olha só Senhor Psicólogo, não me interrompa, por favor, apenas me ouça.
Ele foi meu grande amor, na verdade ainda É. Más assim, antes ele era o primeiro e o último pensamento que me vinha na cabeça, e agora tenho colocado outras coisas a frente desse amor. É difícil demais sabe? Diabos, alguém sempre tem alguma notícia dele, e falam na minha presença, não sei se de pirraça, de provocação, ou ingenuidade, o importante é que eu não queria saber dele sempre. Não ouvir uma nota fúnebre com o nome dele, já é a melhor noticia que posso ter. Eu o amei [amo] de verdade, más também, sabe ? Se ele tá bem, isso me dá um certo conforto,desconforto,desespero ,sossego; Uma certa raiva, mágoa, trauma...
Más enfim, ainda to viva e talz, e isso é de suma importância pra mim sabe? Tô comendo, saindo, [saindo não,tem tempos que fiz isso, é só pra ter assunto sabe?] , estudando.
Mas o moço num sai da minha cabeça, gostaria de saber se no futuro, a ciência vai estar tão avançada, que seria capaz de criar um antídoto anti-amor, sabe ? Não né? É, também acho que não. Porque se fosse possível, queria ser desse tempo. Não Doutor, não desse tempo aí da ciência avançada, más desse mesmo que eu vivo, sabe?
É que assim, mesmo eu sofrendo, mesmo eu morrendo de saudades dele, mesmo eu sonhando todas as noites com o sorriso dele, ele é a única pessoa que me faz sorrir todos os dias, mesmo eu estando com tantos problemas , Entende? Não?
É Doutor, se nem você que estudou pra entender as pessoas, entende desilusões amorosas, é melhor eu desistir de conversar com alguém sabe? Num sabe? É (...)
Tchau Doutor, eu volto se precisar de tarja preta!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Já fui de esconder o que eu sentia...
E sofri com isso.
Hoje não escondo nada do que sinto e penso,
e às vezes também sofro com isso,
mas ao menos, não compactuo mais
com um tipo de silêncio nocivo:
o silêncio que tortura o outro,
que confunde... o silêncio
afim de manter o poder num
relacionamento.
E sofri com isso.
Hoje não escondo nada do que sinto e penso,
e às vezes também sofro com isso,
mas ao menos, não compactuo mais
com um tipo de silêncio nocivo:
o silêncio que tortura o outro,
que confunde... o silêncio
afim de manter o poder num
relacionamento.
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martha medeiros
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Era prazer? Era.
Mas era mais que prazer. Era alegria.
A diferença? O prazer só existe no momento.
A alegria é aquilo que existe só pela lembrança.
O prazer é único, não se repete.
Aquele que foi, já foi. Outro será outro.
Mas a alegria se repete sempre.
Basta lembrar...
Mas era mais que prazer. Era alegria.
A diferença? O prazer só existe no momento.
A alegria é aquilo que existe só pela lembrança.
O prazer é único, não se repete.
Aquele que foi, já foi. Outro será outro.
Mas a alegria se repete sempre.
Basta lembrar...
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Rubem Alves
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Eu sei que por muitas vezes você perdeu o fôlego só por estar ao lado dele, e deseja impacientemente que a sua perda de fôlego hoje fosse pelo mesmo motivo, ao invés de ser pela falta que ele te faz. Eu sei que quando você olha para algum canto da sua casa em que ele esteve ou em que você esteve com ele, bate um aperto no peito. Eu sei que todas as vezes que o telefone toca perto das nove, você deseja que seja ele. Eu sei que em algumas noites você deseja com toda sua força que o sono venha, porque você não suporta mais pensar que não o verá no dia seguinte. Eu sei que você fica pensando naquele sorriso doce, que só ele tinha, no jeitinho que ele balançava o cabelo, e na forma toda desleixada dele andar. Eu sei que as vezes você se pega imaginando cenas onde você e ele estão juntos e felizes novamente. Eu sei o quanto você sente falta daquele abraço apertado, e também sei que você faria de tudo para sentir ele só mais uma vez. Sei que tem vezes que você fecha os olhos e parece que está beijando ele novamente, como se fosse a primeira vez. Eu sei MUITO bem o quanto você sente falta dos beijos dele. Sei de tudo isso e mais um pouco. Sei que você se preocupa com o jeito que sai de casa, porque sai pensando que por um deslize, você o encontre na rua. Sei que você é capaz de tudo pra ter ele de volta. Aqueles defeitos irritantes que só ele tinha, aquele jeito teimoso, e aquela mania de sempre querer te tirar do sério, eu sei da falta que isso faz. Eu sei que você revivi cenas, volta no tempo, deseja que teu passado se torne presente mais uma vez.
E eu sei a dor que você sente quando descobre que seus planos de um futuro ao lado dele, não serão mais realizados. Eu sei o quanto as lembranças insistem em aparecer na sua mente. Eu sei que cada detalhe, cada lugar, faz você lembrar dele. Eu sei que você se proibiu de abrir aquela caixa com : bilhetes, papéis, cartas, fotos, enfim, memórias.
Mas eu sei também que você acabou fazendo o contrário, que já se viu abrindo a tal caixa diversas vezes, e que ao fazer isso bateu uma saudade gritante no seu peito. Aquela música que ele cantou pra você, a mesma música que tocou na primeira vez que vocês se beijaram, a música que era só de vocês, eu sei que você se proibiu de escutá-la. Eu sei que em algum dia você sentiu no ar aquele perfume que só ele tinha, e que ficou olhando para os lados na esperança de vê-lo novamente. Eu sei a falta que você sente do cheirinho dele. Eu sei como você sente falta dos amassos no elevador, no sofá, no cinema [..] e dos mil jeitos de esconder isso dos outros. Eu sei da confiança que você tinha nele. Sei das palavras de conforto que ele te dizia, que nem eram tão extraordinárias assim, mas que pra você soavam com o melhor poema do mundo. Eu sei que você fica relembrando aquelas conversas, que até um tempo atrás pareciam ser tão inúteis, mas que hoje fazem muita falta. Sei da dor que você sente, só de imaginar, que ele pode estar sendo feliz com outra pessoa. Seja pela falta, pela dor, pelas lembranças, pelos sonhos, eu sei muito bem das lágrimas que você já chorou, e que infelizmente, ainda vai chorar. Eu sei e como eu sei. Também sei que você já cansou de encontrar jeitos para esquecê-lo, e que você talvez já se convenceu que nunca irá esquecer. Sei que você já buscou em outros rostos, outros corpos, uma forma de esgotar essa falta. Mas eu também sei que no final você viu que isso só aumentou seu sofrimento, e que assim, descobriu que seu amor é realmente único, e insubstituível. E eu sei que parece que ninguém entende o que você sente, e que tudo o que te dizem soa como "mais alguma coisa" para teus ouvidos. Eu sei que no meio de tantos amigos, risadas, momentos, você se sente perdida , e que trocaria tudo pela companhia daquele menino. Eu sei o quanto você sente falta de fazer nada ao lado dele. Eu sei o quanto ele te dava atenção, e o quanto ele te fazia se sentir única, e amada. Eu sei que você torce para seu celular tocar, e que seja ele dizendo que está com saudades e que quer muito voltar pra você. Eu sei que você espera todos os dias para receber de volta aquela mensagem: "tenha um bom dia meu amor". Eu sei que você abre diversas vezes o seu email esperando encontrar algum oi que seja. Eu sei o quanto você gostaria de ouvir só mais uma vez um " EU TE AMO ". Eu sei como você amou esse garoto. E eu sei também, e mais do que ninguém, o quanto você ainda ama esse garoto!
E eu sei a dor que você sente quando descobre que seus planos de um futuro ao lado dele, não serão mais realizados. Eu sei o quanto as lembranças insistem em aparecer na sua mente. Eu sei que cada detalhe, cada lugar, faz você lembrar dele. Eu sei que você se proibiu de abrir aquela caixa com : bilhetes, papéis, cartas, fotos, enfim, memórias.
Mas eu sei também que você acabou fazendo o contrário, que já se viu abrindo a tal caixa diversas vezes, e que ao fazer isso bateu uma saudade gritante no seu peito. Aquela música que ele cantou pra você, a mesma música que tocou na primeira vez que vocês se beijaram, a música que era só de vocês, eu sei que você se proibiu de escutá-la. Eu sei que em algum dia você sentiu no ar aquele perfume que só ele tinha, e que ficou olhando para os lados na esperança de vê-lo novamente. Eu sei a falta que você sente do cheirinho dele. Eu sei como você sente falta dos amassos no elevador, no sofá, no cinema [..] e dos mil jeitos de esconder isso dos outros. Eu sei da confiança que você tinha nele. Sei das palavras de conforto que ele te dizia, que nem eram tão extraordinárias assim, mas que pra você soavam com o melhor poema do mundo. Eu sei que você fica relembrando aquelas conversas, que até um tempo atrás pareciam ser tão inúteis, mas que hoje fazem muita falta. Sei da dor que você sente, só de imaginar, que ele pode estar sendo feliz com outra pessoa. Seja pela falta, pela dor, pelas lembranças, pelos sonhos, eu sei muito bem das lágrimas que você já chorou, e que infelizmente, ainda vai chorar. Eu sei e como eu sei. Também sei que você já cansou de encontrar jeitos para esquecê-lo, e que você talvez já se convenceu que nunca irá esquecer. Sei que você já buscou em outros rostos, outros corpos, uma forma de esgotar essa falta. Mas eu também sei que no final você viu que isso só aumentou seu sofrimento, e que assim, descobriu que seu amor é realmente único, e insubstituível. E eu sei que parece que ninguém entende o que você sente, e que tudo o que te dizem soa como "mais alguma coisa" para teus ouvidos. Eu sei que no meio de tantos amigos, risadas, momentos, você se sente perdida , e que trocaria tudo pela companhia daquele menino. Eu sei o quanto você sente falta de fazer nada ao lado dele. Eu sei o quanto ele te dava atenção, e o quanto ele te fazia se sentir única, e amada. Eu sei que você torce para seu celular tocar, e que seja ele dizendo que está com saudades e que quer muito voltar pra você. Eu sei que você espera todos os dias para receber de volta aquela mensagem: "tenha um bom dia meu amor". Eu sei que você abre diversas vezes o seu email esperando encontrar algum oi que seja. Eu sei o quanto você gostaria de ouvir só mais uma vez um " EU TE AMO ". Eu sei como você amou esse garoto. E eu sei também, e mais do que ninguém, o quanto você ainda ama esse garoto!
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Fernanda Quartarolli
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